A Justiça estadual determinou a quebra de sigilo telefônico da perita Karina Rébulla Laitart. Ela teria analisado o veículo de Adriano Correia do Nascimento, que morreu após ser baleado pelo policial rodoviário federal Ricardo Moon, no dia 31 de dezembro do ano passado.
A ordem expedida pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Carlos Alberto Garcete de Almeida, e aconteceu após a perita afirmar em audiência que possuía conversas no aplicativo whattsapp, onde o perito Domingos Sávio teria citado suposto interesse em alterar o resultado do laudo pericial, pois possuía amizade com o advogado de Moon, Renê Siufi.
O juiz também já determinou o mandado de busca e apreensão do aparelho celular e chip da perita. Ambos serão levados para o Instituto de Criminalística, onde passarão por uma perícia, que deve ter um resultado em dez dias.
Caso
Ricardo e Adriano teriam se envolvido em uma briga de trânsito, quando o policial sacou a arma e disparou aproximadamente sete vezes contra o empresário. Um adolescente, de 17 anos, que também estava no veículo, foi atingido na perna. Ferido, Adriano perdeu o controle da direção e bateu com a caminhonete Hilux em um poste. Ele morreu na hora.
A briga teria começado após o empresário 'fechar' o policial no trânsito. O suspeito estava fardado no momento do crime e seguia para o interior do Estado, onde estava escalado para trabalhar.
Ministério Público do Estado (MPE) já pediu para o policial ir a júri popular. Ricardo chegou a ser preso, mas hoje em dia é monitorado por uma tornozeleira eletrônica.








