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RISCO DE EXPULSÃO

31/03/2026 18:22

Justiça mantém condenação de PM por 'abordagem maluca' a pebas no Lageado (vídeo)

Cabo Góes garante que seguiu a lei e não poderia deixar de abordar suspeitos

Cabo da PM Marcelo Goes dos Santos teve condenação mantida pela Justiça de MS, nesta terça-feira (31). Ele foi condenado em primeira instância, em setembro de 2025, por conta de uma abordagem a grupo de arruaceiros com motos, no Parque do Lageado, em 2024. 

A condenação se deu por constrangimento ilegal qualificado pelo emprego de arma, abordagem irregular e grave ameaça e resultou em uma pena de seis meses de detenção. No recurso, a defesa do Cabo Goes pediu absolvição sumária e, subsidiariamente, substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 

No entanto, conforme decisão publicada nesta terça-feira, os magistrados da 3ª Câmara Criminal do TJMS rejeitaram os recursos e a condenação foi mantida por unanimidade. O relator foi o desembargador Jonas Hass Silva Júnior. 

Perseguição 

Góes lamentou a decisão e ainda não sabe como será o início do cumprimento da pena. Ele, que está na ativa da PM, crê que tenha de dormir no Presídio Militar. O policial se diz inocente e que, na ocasião, apenas usou as instruções de sua formação na corporação e também evoca o artigo 301 do Código de Processo Penal. 

''Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito''.  

''Agi conforme o estrito cumprimento do dever legal'', desabafou o policial. Ele detalha que no dia da abordagem estava com o celular descarregado, por isso não acionou reforço. Garante que avisou o grupo de arruaceiros que estava armado e era policial, mas não sacou o armamento. 

''Tudo o que fiz aprendi na Polícia Militar. Ordenei que abrissem a perna, mãos na cabeça e de costas para mim'', lamentou novamente o Cabo Goes. Ele tentou sair candidato a vereador nas eleições de 2024, quando usava o nome de guerra ''Cabo Goes Antidrogas''. 

Armação 

Góes faz acusações graves, de que a Corregedoria da Polícia Militar teria forçado um dos denunciantes a formalizar queixa contra ele. 

''Foram à casa dele e o pressionaram para dizer que se sentiu ameaçado na abordagem . A vítima nunca foi atrás de ninguém para dizer que foi ameaçado'', garantiu. 

O espaço está aberto para manifestação dos citados. 

Em tempo 

O Comando da Polícia Militar de MS respondeu que não pode comentar decisões judiciais, em respeito à independência dos Poderes. Sobre a acusação feita pelo Cabo Góes, que a Corregedoria da Corporação teria ameaçado os envolvidos para depor contra ele, a Corporação pediu que os elementos sejam formalmente encaminhados ao Comando, a fim de possibilitar averiguação dos fatos e adoção de medidas cabíveis. 

* matéria alterada às 13h52 para acréscimo da resposta da PM.

 

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