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Militares presos com drogas achavam que carga era de cigarros, diz defesa

Homens ganhariam R$ 10 mil para transportar a carga de Mato Grosso do Sul até uma garagem abandonada em São Paulo

30 AGO 2016
Folha
19h14min
Foto: Reprodução/SSP

Os três cabos do Exército presos em flagrante transportando três toneladas de maconha em um caminhão da própria Força achavam que ele estava carregado com cigarros contrabandeados, segundo Hilton Tozetto, advogado que assumiu a defesa dos militares. Eles foram presos no último domingo (28), em Campinas (interior de SP), após troca de tiros com equipes da Polícia Civil paulista.

Segundo Tozetto, os cabos Raul Simão, Higor Attene e Maykon Coelho ganhariam R$ 10 mil para transportar a carga de Mato Grosso do Sul até uma garagem abandonada em São Paulo. "A cabine é blindada, eles não participaram do trabalho pesado de carregamento", diz. "Eles sabiam que praticavam um ato ilícito, mas não estavam cientes que era transporte de drogas."

O advogado afirma que Simão e Coelho foram responsáveis pela direção do veículo, enquanto Attene ficou na cabine. Tozetto defende que os três respondam à acusação em liberdade, por não terem antecedentes criminais.

O Exército afirmou que expulsará os três cabos. Um inquérito policial militar para apurar os fatos e as responsabilidades foi instaurado paralelamente à apuração da Polícia Civil.

O caso

O Denarc (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico), da Polícia Civil, fazia a investigação do caso havia três meses.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os policiais descobriram que um carregamento de drogas chegaria a uma empresa desativada em Campinas e montaram uma operação para buscar um flagrante do crime.

Após a abordagem, os militares trocaram tiros com os agentes do Denarc antes da prisão. Um deles, Raul Simão, foi atingido por um tiro e conseguiu fugir. Simão foi localizado posteriormente em um hospital em Limeira (SP), onde foi detido.

Além dos três militares, outros dois homens também foram presos. Segundo a Polícia Civil, os dois são acusados de usar uma empresa desativada para receber drogas. Uma arma com a numeração apagada foi apreendida. 

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