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segunda, 28 de setembro de 2020
Polícia

Motorista de aplicativo tem carro roubado e passa madrugada com arma apontada para cabeça

Ele ficou mais de seis horas em um matagal, de joelhos e com as mãos amarradas

09 março 2019 - 08h28Por Dany Nascimento

Um motorista de aplicativo de 50 anos, que prefere não ter o nome identificado, viveu momentos de pânico na madrugada deste sábado (9), ao iniciar uma corrida na frente do UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon. Ele disse ao TopMídiaNews que era a última corrida do dia e acabou rendido por três homens armados.

“Era 23h30, era minha última corrida, como tocou bem perto eu decidi fazer. Quando eles entraram no meu carro, me deixaram andar meia quadra e anunciaram o assalto. Me colocaram no banco de trás do carro, apontaram uma arma para a minha cabeça e falaram que não era para me mexer se não iam atirar”, relembra o condutor.

Ele destaca que foi levado para um matagal no bairro Manaíra, sendo obrigado a ficar a madrugada toda de joelhos com as mãos amarradas. “Ele ficou com a arma apontada para minha cabeça. Eu só podia olhar para baixo, era um matagal. Um deles levou meu carro e os outros, pegaram o dinheiro que eu fiz ontem, um total de R$ 200, compraram cocaína e cerveja”.

O motorista ressalta que trabalhava com um veículo Gol, placas QAM 8601 de cor branca, que foi levado para o Paraguai. “Quem levou meu carro ia ligando e falando onde estava. Quando sentia vontade de ir ao banheiro, um deles ia comigo, com o revólver apontado para as minhas costas. Eles ficaram ligando a madrugada toda para falar o trecho que estavam fazendo. Quando atravessaram a fronteira, umas 5 horas”.

Enquanto era feito refém, a vítima afirma que os bandidos começaram a discutir entre eles. “Eles começaram a usar drogas e foram ficando agressivos entre eles. Eu fiquei com mais medo ainda. Pensava muito nos meus filhos, tenho três meninos, um rapaz de 25 anos, outro de 16 anos e um menino de 4 anos. Eles levaram meu celular, deixaram desligado para não serem rastreados. Eu fiquei com as mãos amarradas para trás, tenho dificuldade para levantar rápido, estava de joelhos no matagal. Daí veio um cara de carro, pegou os bandidos depois que passaram a fronteira com meu carro e levou os dois. Eles mandaram eu ir por um caminho sem olhar para trás, se não ia morrer”.

Sem carro, sem emprego

De acordo com o trabalhador, seu único meio de trabalho era o veículo, que foi roubado. “Eu comprei esse carro em dezembro para trabalhar. Eu trabalhava de pedreiro antes, consegui juntar um dinheiro, dei uma entrada e parcelei o carro em 60 vezes de R$ 400. Agora eu tenho que pagar. Trabalhava de pedreiro, mas tive que fazer uma cirurgia do rim e não podia mais trabalhar como pedreiro, não sei o que vou fazer da minha vida”.

Ele afirma que agora, precisa correr contra o tempo e conseguir um emprego como motorista. “Eu vou procurar um emprego como motorista, preciso trabalhar para pagar a dívida que eu tenho. Eu tinha programado viagem com a minha família com esse carro para semana que vem agora, íamos para a praia com alguns amigos. Estava tudo planejado, casa alugada, tudo pronto para ir, mas agora o carro que ia levar a gente não está mais comigo”.

O condutor pede ajuda para conseguir um emprego na Capital. Quem puder ajudar a família, basta entrar em contato através do telefone 67-99262-1604.

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