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Polícia

há 3 semanas

Movimento nacional reage à morte de travesti e pede revisão de protocolos policiais

A entidade defende que agentes de segurança são treinados para lidar com situações de risco elevado, incluindo episódios envolvendo sofrimento psíquico, e que a preservação da vida deve ser a prioridade máxima

O MNPR (Movimento Nacional da População em Situação de Rua) divulgou uma nota pública manifestando pesar e indignação pela morte de Gabriela dos Santos, travesti de 27 anos baleada durante uma abordagem policial em Campo Grande. Para o movimento, o caso não pode ser tratado como um episódio isolado e deve ser analisado dentro de um contexto mais amplo de violência contra pessoas trans e contra a população em situação de rua.

Segundo o MNPR, embora reconheça a gravidade do relato de que a jovem teria pegado uma arma durante a abordagem, isso não elimina a necessidade de uma reflexão estrutural sobre protocolos de atuação policial. A entidade defende que agentes de segurança são treinados para lidar com situações de risco elevado, incluindo episódios envolvendo sofrimento psíquico, e que a preservação da vida deve ser a prioridade máxima.

O movimento afirma ainda que pessoas em situação de rua ou que fazem uso de substâncias não podem ser tratadas automaticamente como inimigas do Estado. A nota destaca que travestis e mulheres trans enfrentam exclusão social, violência recorrente e barreiras de acesso a políticas públicas, o que aumenta a vulnerabilidade desse grupo. O Brasil, segundo o texto, segue entre os países com maiores índices de assassinatos de pessoas trans.

O caso

De acordo com o boletim de ocorrência, a situação aconteceu na Praça Santo Antônio, na região central de Campo Grande. Equipes da Polícia Militar foram acionadas para verificar a denúncia de um grupo apontado como causador de transtornos no local.

Durante a abordagem, Gabriela teria avançado contra os policiais, pegado a arma de um dos agentes e apontado em direção à guarnição. Conforme o registro, ela foi atingida por quatro disparos durante a contenção.

A jovem foi socorrida e levada para a UPA Coronel Antonino, mas não resistiu aos ferimentos. O caso foi registrado como homicídio decorrente de intervenção legal.

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