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Polícia

Nos embalos de Najila Trindade: falsos estupros são casos raros em MS

Apesar disso, delegada revela que mentiras em casos de violência doméstica são mais comuns

17 agosto 2019 - 07h00Por Dany Nascimento

Apesar de mais raro, Mato Grosso do Sul também tem mulheres que procuram as autoridades policiais para registrar falsos crimes e, na hora de apresentar as provas, a situação complica. São casos semelhantes ao da modelo Najila Trindade, que acusou o jogador Neymar de estupro, após um encontro amoroso com o atacante na França, mas por falta de provas, o Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento do inquérito.

De acordo com a delegada-adjunta da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Jennifer Estevam de Araujo, aqui no Estado, os casos mais comuns são de mulheres que 'exageram' nos depoimentos ao registrar um caso de agressão, especialmente aquelas que não conseguem o divórcio de forma amigável.

“Tem casos de separação, que a mulher procura a delegacia e acaba aumentando certas situações, justamente pelo problema que ela enfrenta para sair da relação. Acontece com frequência em casos de violência, quando se trata de uma separação. Já tivemos denúncias que não eram verdadeiras”, relata.

Agora mentir estupro é bem mais improvável. O último caso público foi em 2016, quando uma acadêmica de Dourados admitiu para a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul que mentiu que teria sido estuprada pelo ex-namorado, que chegou a ser preso pelo crime.

Apesar disso, no caso de estupros, as denúncias falsas são raras. “Não é recorrente ter mentiras nesse caso, normalmente as denúncias de estupro acabam se comprovando com exames. Encontramos problemas com mentiras no caso de violência contra a mulher e é preciso tomar cuidado nesses casos. Caluniar uma pessoa é crime”, explica a delegada.