Policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado - Gaeco cumpriram mandato de busca e apreensão na residência do prefeito empossado, Gilmar Olarte (PP) na manhã dessa sexta-feira (11). Segundo foi apurado, os policiais buscavam armas que estariam sendo portados ilegalmente pelos guardas municipais que fazem a segurança do local.
No momento da ação, flagrada pela imprensa, nenhuma informação foi repassada pelos órgãos de segurança, gerando especulações diversas. Por fim, e através do secretário municipal de Governo, foi informado que um dos seguranças havia sido abordado e em seu poder foi encontrada uma arma municiada.
Ricardo Aguiar Castelhano, conduzia um Toyota Corola e tinha em sua posse uma pistola Taurus semiautomática calibre 380 e um carregador com 14 munições. O registro da arma válido até março de 2017 não permite a posse. O próprio Ricardo informou que os guardas municipais que fazem a segurança de Olarte têm em suas posses armas de fogo.
Essa informação deu margem à ação que apreendeu outra pistola com mesmo calibre na posse de Fabiano de Oliveira Neves, quando este chegava à residência do prefeito. Os dois seguranças foram detidos e presos.
Desinformação
Procurado desde o primeiro momento, a assessoria de imprensa do Gaeco confirmou ter desencadeado a operação na residência do prefeito, mas definiu a operação como sigilosa.
Essa desinformação permitiu uma série de suposições, geradas desde a divulgação de suposta gravação que ligaria Olarte a uma articulação política engendrada para a cassação do prefeito eleito, Alcides Bernal, e de outras ameaças de divulgação de outros vídeos com denúncias até mais graves.








