Em espera por uma vaga de cirurgia de catarata nos olhos há mais de um ano, um morador de Campo Grande acreditou que finalmente iria conseguir agendar uma data para o procedimento, mas descobriu que, mesmo com tanto tempo de espera, uma possível data para o procedimento só iria ser disponibilizada em 2027.
Preferindo manter-se em anonimato, o paciente denunciou a situação à redação do TopMídiaNews e afirmou que o problema é que o procedimento precisa ser realizado com um único médico pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo o homem, a situação é revoltante, uma vez que, após um ano de espera, ainda não será possível realizar a cirurgia.
"Eu cheguei lá para marcar e me informaram que atendimento com o médico responsável só seria possível no ano que vem." Isso é um absurdo, eu fiquei muito indignado. E me disseram ainda que, se eu precisar de algo, que procurasse uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento)".
O caso aconteceu na UBSF (Unidade Básica da Saúde da Família) localizada no bairro Mário Covas, em Campo Grande. Segundo o paciente, o descaso com o qual foi tratado durante a tentativa de agendamento não foi o único problema que enfrentou no local.
O homem afirmou que, no atendimento durante o Hiperdia nesta quinta-feira (8), programa do SUS de cadastro e acompanhamento de pessoas com hipertensão arterial e diabetes mellitus, novas cenas de desrespeito voltaram a acontecer.
"Durante o atendimento do Hiperdia, é uma bagunça. Idosos, pessoas com deficiência e os demais pacientes precisam ficar aguardando no sol enquanto esperam que dê início aos atendimentos para quem tem hipertensão e diabetes".
O paciente afirmou ainda que, durante o atendimento, os dados da triagem estavam demorando muito tempo para serem repassados à equipe médica, e que, por isso, muitas pessoas que passaram pela triagem não foram atendidas no dia.
"Foram atendidos 30 pacientes, mas havia bem mais pessoas que isso que passaram pela triagem." Muitos voltaram para casa ou foram atrás de uma UPA, que deveria ser a última opção, mas se torna a primeira diante do descaso com quem precisa de atendimento aqui na UBSF".
A redação entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) de Campo Grande para falar sobre o caso e aguarda retorno.








