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Polícia

PF: casal preso por tráfico internacional de cocaína ostentava vida luxuosa nas redes sociais

Eles seriam os verdadeiros donos de 400 quilos de cocaína, apreendidos em Itapetininga (SP) em 2017

22 agosto 2018 - 18h46Por Thiago de Souza

Casal foi preso pelas polícias Federal de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, nessa terça-feira (21), suspeito de ser dono de 400 quilos de cocaína, apreendidos em uma mansão na cidade paulista de Itapetininga, em março de 2017. Os dois ostentavam uma vida luxuosa nas redes sociais, conseguida segundo a polícia, graças ao tráfico de drogas.

Conforme o Ponta Porã Informa, na ocaisão, diz a PF, também foram apreendidos produtos químicos e maquinários utilizados no refino de entorpecentes, aproximadamente R$ 110.000 em espécie, além de armas de fogo e munições, que estavam na posse de dois suspeitos.

O homem e a mulher são de Ponta Porã e lideravam esquema complexo de comércio internacional de drogas entre Brasil e Paraguai. A polícia descobriu que a droga, pega no Paraguai, era levada para Dourados por estradas. Na sequência, o entorpecente era acondicionado em caminhões e carretas que seguiam para Itapetininga e Americana e entregue a traficantes paulistas.

Casal comprava imóveis de luxo em nome de 'laranjas'. (Foto: Divulgação PF)

Ostentação

Conforme a Polícia Federal, festa patrocinada pelos dois no início de 2017, pode ter custado mais de R$ 50.000. Este alto padrão de vida e sem origem legal chamou a atenção dos agentes da PF.
Além do tráfico, segue a polícia, os investigados lavaram dinheiro  do crime com a compra de imóveis de alto padrão (principalmente no município de Dourados), registrando estes em nome de "laranjas". Também eram movimentadas altas quantias em contas bancárias abertas em nome de terceiros.

Para dificultar a atuação dos órgãos públicos de segurança, os detidos utilizavam documentos falsos e passaram a tentar justificar a origem dos valores que sustentavam seu alto padrão de vida alegando ser empresários do ramo de transportes.

Recentemente, os investigados passaram a negociar carregamentos de cocaína na cidade de Corumbá, fronteira do Brasil com a Bolívia, sendo que policiais federais descobriram que teriam alugado um imóvel em Rondonópolis (MT).

Também pretendiam alugar um galpão, onde seria montada uma transportadora. Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão, foram encontrados  na casa deles  jóias e outros ítens luxuosos,  como relógios e óculos, documentos falsos e uma arma calibre 380.

Além da prisão em flagrante, os detidos responderão pelos crimes de tráfico internacional de tráfico de drogas, lei de lavagem, uso de documento falso e posse irregular de arma de fogo, cujas somas das penas máximas é de 33 anos de prisão.