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PF prende quatro hackers suspeitos de invadir celular de Moro

Conversas demonstrariam uma possível interferência do ex-juiz na operação Lava Jato

23 JUL 2019
Da redação/Metrópoles
16h26min
Foto: Ednilson Aguiar/O Livre

A Polícia Federal (PF) está atrás dos supostos responsáveis por hackear o aparelho celular do ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol. Esses seriam os aparelhos que teriam dado origem a publicação de conversas demonstrando uma possível interferência do ex-juiz na operação Lava Jato, o que contraria o código de processo penal.

A operação de busca e apreensão ocorre em São Paulo e ainda não há confirmação de nomes ou número de integrantes procurados pela polícia. O ministro informou que teve o seu celular invadido no dia 4 de junho por um hacker que teria acessado o aplicativo Telegram do aparelho e trocado várias mensagens com os contatos do ex-juiz da Lava Jato. O ministro disse que pediu o cancelamento da linha e a troca de telefone.

A Polícia Federal informou, via nota emitida pela assessoria de imprensa da instituição, que foram cumpridas 11 ordens judiciais, sendo sete mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Araraquara e Ribeirão Preto.

Confira a nota que a Polícia Federal divulgou:

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (23/07), a Operação spoofing* com o objetivo de desarticular organização criminosa que praticava crimes cibernéticos.

Foram cumpridas onze ordens judiciais, sendo sete Mandados de Busca e Apreensão e quatro Mandados de Prisão Temporária, nas cidades de São Paulo/SP, Araraquara/SP e Ribeirão Preto/SP. As investigações seguem para que sejam apuradas todas as circunstâncias dos crimes praticados.

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