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Polícia

Picarelli diz ter sido vítima de empresário que o cobra R$ 1,6 milhão na Justiça

Em nota, o parlamentar afirma ter 'sustado cheque'; empresário assegura que não tinha fundos

19 abril 2018 - 16h19Por Celso Bejarano
Picarelli diz ter sido vítima de empresário que o cobra R$ 1,6 milhão na Justiça

Em nota emitida à redação do jornal TopMidiaNews, o deputado estadual Maurício Picarelli, do PSDB, disse ter sido vítima de Celso Éder Gonzaga de Araújo, empresário que está preso desde novembro passado, em Campo Grande.

Araújo move uma ação judicial contra a parlamentar e o cobra R$ 1,6 milhão. Conforme a disputa judicial, o deputado deu a Araújo quatro cheques totalizando R$ 1,5 milhão. Em valores reajustados, os cheques, que não tinham fundos, segundo Arajújo, alcançam o valor de R$ 1,6 milhão.

Celso Éder Araújo foi preso durante a operação Ouro de Ofir, em novembro de 2017. Entrou com recursos, mas permanece detido.

Araújo prometia lucros milionários aos interessantes em investir num negócio que envolveria a repatriação de corretagem da venda de uma mina de ouro e ainda na liberação de recursos de uma extinta Letra do Tesouro Nacional.

O investidor que entrasse no esquema com R$ 20 mil poderia, em tempo curto, receber de volta de R$ 50 mil a 
R$ 100 mil, por exemplo.

O COMUNICADO

O deputado Picarelli, por meio de nota, narra uma outra história, que desmente a ação judicial do empresário.
Pelo dito, o parlamentar acha-se vítima do esquema chefiado por Celso Éder.

Eis a nota:


NOTA DE ESCLARECIMENTO 
Mauricio Picarelli 

No que se refere a publicidade neste veículo de comunicação, quanto a cobrança de 1,6 milhões por parte de Celso Éder Gonzalça de Araujo, que é indiciado na operação Ouro de Ofir tem a esclarecer, o mesmo que foi dito ao Dr. Luis Carlos Santini que ouviu a pessoa de Mauricio Picarelli em seu escritório, antes de ajuizar a presente ação de cobrança.

E esclarece: 
1. Foi convidado pelo indiciado para participar da operação AU Metal, que prometia lucros consideráveis.

2. No mês de junho foi lhe solicitado, para assegurar o negócio, valores distintos, quando foram emitidos três cheques no valor total de R$ 53.993,00. 

3. Naquela ocasião como não possuía o valor correspondente para o aporte financeiro, entendeu por bem emitir um cheque em garantia, até a venda de um imóvel no valor de R$ 1,4 milhões de reais situado no Itanhangá Park.

4. Como a venda não se concretizava, e o emitente dos cheques se via em situação difícil para conseguir o aporte exigido, o denunciado Celso Èder ofereceu compra do imóvel, chegando a adiantar por meio de deposito bancário e cheques alguns valores para assegurar o negócio.

5. Com murmúrios que a operação AU Metal e Outras, não estavam dividindo os lucros e eram duvidosas, os cheques dados em garantia foram sustados. 

6. Posteriormente não houve mais contado com o denunciado Celso, pois o mesmo nunca se encontrava nesta cidade, sempre viajando. Impossibilitando assim qualquer tipo de entendimento quanto ao negócio em aberto, resultando nesta cobrança.

O que será provado na ação judicial.