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Polícia afirma que caso de estupro em escola infantil é delicado, pois não há indícios físicos

Caso veio à tona nessa quinta-feira, em Campo Grande

13 maio 2022 - 13h31Por Antonio Bispo

O caso envolvendo um suposto caso de estupro, entre professora e crianças em uma escola de alto padrão, no bairro Santa Fé, em Campo Grande, ainda é rodeado de dúvidas, uma vez que as provas, até o momento, se baseiam apenas nos relatos dos pais e das crianças.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, será preciso investigar a fundo as denúncias, pois no momento apenas há os relatos das crianças, contra a professora.

Os investigadores da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente - DEPCA já estão com as imagens das câmeras de segurança das salas de aula, referente aos últimos 15 dias.

Os vídeos passarão por perícia, que comprovorão se, de fato, as denúncias procedem. A professora envolvida no caso será chamada para prestar depoimento, assim como a diretora da instituição de ensino.

Até o momento, cinco pais procuraram a delegacia para denunciar os estupros, mas somente uma criança foi ouvida até o momento.

As crianças relataram sofrer puxões de cabelo e estupros na escola. A delegada se limitou a falar sobre o andamento do caso, pois os fatos ainda não são, de fato, concretos.

O caso

A revelação da mãe foi feita na tarde desta quinta-feira (12), na DEPCA. A mulher contou que levou um tremendo susto quando viu a pequena chupar o dedo dela.

''Em março, ela chupou o meu dedo de forma sensual, maliciosa e eu assustei'', contou. Ela questionou a garota, que revelou ser a professora que fazia isso. A mãe chegou a insistir para saber se não foi o avô ou o próprio pai, mas a menina garantiu que era a professora.

Abalada, a mulher perguntou para a criança, sobre o que mais a docente fazia nela.

''Ele enfiou o dedo lá no fundo da boca'', relatou a mãe, que chorou ao narrar a história.

Ainda conforme a entrevista, a mãe conta que a filha chupou o dedo dela novamente, no sábado (7). Ao ser perguntada sobre isso, a pequena contou que era no recreio que a professora chupava o dedo dela e depois dava o dela para a vítima chupar.

A certeza sobre os abusos veio quando a mulher encontrou outra mãe de aluna, da mesma sala da filha dela. Ao narrar o comportamento estranho da filha para a outra mãe, ouviu que ela estava vivendo a mesma situação.

''Sua filha está sendo abusada e isso está acontecendo com a minha'', disse uma mãe para a outra.

As duas crianças teriam relatado às mães sentirem dores da vagina. A mãe, que fez a primeira denúncia, levou a menina ao ginecologista. Na consulta, a médica informou que o hímen não estava rompido, mas não significava que não houve abuso.

A criança teve outras mudanças de comportamento, sendo que só quer ficar perto da mãe e chora.

''Não queria tomar banho, não deixava por a mão na perereca dela. Reclamava de dor na vagina'', disse a mãe, aos prantos.

''Gostaria que isso fosse uma mentira. Eu estou me sentindo muito mal, não sei o que fazer'', completou.

Esta é a segunda mãe que vai denunciar o caso. A mãe de uma menina, de 3 anos, procurou a Polícia Civil no dia nove deste mês e deu relato semelhante.