(67) 99826-0686

Prefeita de Rondolândia no MT é ameaçada de morte e descobre que vale R$ 130 mil

Ameaça de morte

22 FEV 2014
Repórter MT
12h03min
Divulgação

A prefeita de Rondolândia (distante 1.021 km de Cuiabá), Beth Sabah (PT), está sob proteção do governo federal. Há oito meses ela vem sendo ameaçada de morte. Os recados que tem recebido dão conta de que sua vida custaria R$ 130 mil.

 

Enfermeira e mãe de dois filhos menores, a petista diz temer por sua vida e pela segurança do município. Ainda assim, não considera renunciar ao mandato, o que deve dificultar sua inclusão no programa de proteção à vítima e testemunha que, muitas vezes, exige que a pessoa mude completamente de vida.

 

As ameaças estariam partindo de forças tradicionais da política local. O motivo seria descontentamento com a atual administração. Beth conseguiu apoio da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos do Congresso Nacional, que reportou o caso à ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário.

 

No ministério, a prefeita recebeu apoio para entrar no programa de proteção a vítimas e testemunhas. Conforme relato feito no Congresso, Beth buscou auxílio na Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), mas o titular da Pasta, Alexandre Bustamante, informou não possuir efetivo suficiente para fazer a proteção da prefeita.

 

Presidente do PT em Mato Grosso, William Sampaio também disse ter reportado o caso ao Estado desde meados do ano passado. Segundo ele, a resposta foi a mesma, a de que não há policiais para a demanda.

 

Beth venceu o pleito de 2012 com apenas três votos de diferença de seu adversário, Agnaldo Rodrigues de Carvalho (PP). Ela afirma não saber de onde as ameaças partem, mas ressalta que durante o primeiro ano de mandato teve alguns dissabores ao ingressar com ações judiciais contra ex-prefeitos.

 

Outra questão que poderia motivar as ameaças é o conflito agrário que já dura mais de 30 anos no município. Beth teria conseguido a titulação, por meio do programa Terra Legal, de várias áreas do assentamento Sete de Setembro, o que teria gerado insatisfação de fazendeiros ligados ao setor madeireiro.

 

Fonte: Repórter MT

Veja também