A Prefeitura de Campo Grande detalhou por meio de nota que está apurando a denúncia contra um professor da rede municipal acusado de mostrar imagens de mulheres seminuas a alunos dentro de uma escola da Capital.
Conforme a Semed (Secretaria Municipal de Educação), a pasta tomou conhecimento da denúncia envolvendo suposta conduta inadequada atribuída ao servidor da Escola Municipal Professora Iracema de Souza Mendonça.
"A denúncia foi feita inicialmente pela mãe de um dos estudantes. Segundo o relato, o professor teria aberto o Instagram durante a aula e mostrado aos alunos imagens de mulheres trans com roupas sensuais. Ele também teria perguntado aos adolescentes se eles "pegariam" as mulheres que apareciam nas imagens".
Nesta terça-feira (8), a mãe de um dos alunos procurou a Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) e registrou um boletim de ocorrência sobre o caso.
A denúncia ganhou novos elementos após detalhes de uma ata de reunião realizada na escola serem apresentados. O documento registra outros relatos atribuídos ao professor.
Segundo a ata, ele teria feito "brincadeiras" relacionadas à religião de alguns alunos.
O documento também registra um comentário feito, segundo os relatos apresentados na reunião, sobre a situação menstrual de uma estudante. O professor teria dito que ela estaria tomando anticoncepcional porque "queria dar".
Os alunos envolvidos são menores de idade.
O que diz a denúncia
A mãe que procurou a escola relatou que o professor teria mostrado o conteúdo aos alunos durante uma atividade em sala. A denúncia foi levada à direção da unidade de ensino, que realizou uma reunião para tratar do assunto.
O caso agora também está registrado na polícia. A Depca deve analisar os relatos apresentados e apurar as circunstâncias em que o conteúdo teria sido mostrado aos estudantes, além das demais condutas atribuídas ao professor.
A Prefeitura de Campo Grande foi procurada para informar quais providências foram tomadas após a denúncia, mas até a publicação desta matéria não teve retorno.
O silêncio também atinge as famílias dos alunos, já que segundo relato da mãe ao TopMídiaNews, a Semed (Secretaria Municipal de Educação) está há alguns dias pedindo um tempo para dar uma resposta adequada a situação.
"Enquanto isso, meus filhos seguem indo para escola com esse homem lá. Tenho medo de algo aconteça, ainda mais agora que a gente denunciou", afirmou a mãe.








