(67) 99826-0686

Quase dois anos depois, caso de vítima de vilipêndio de cadáver e revenge porn ainda não tem culpado

Karina Saifer Oliveira cometeu suicídio aos 15 anos, em novembro de 2017

20 JUN 2019
Nathalia Pelzl
07h00min
Foto: Arquivo Familiar

Após quase dois da morte de Karina Saifer Oliveira, 15 anos, que cometeu suicídio depois de ser vítima de bullying e revege porn, em Nova Andradina, ninguém foi preso. O caso aconteceu em novembro de 2017. Fotos do corpo desfalecido da menina foram divulgadas nas redes sociais, configurando mais um crime, vilipêndio de cadáver.

À época as imagens foram enviadas aos familiares, sendo que a família  procurou a delegacia e relatou que não sabia quem poderia ter tirado às fotos, já que apenas perito e a polícia estiveram no local.

O delegado responsável pela investigação de vilipêndio de cadáver, Rafael Delta, pontuou que o inquérito ainda não foi concluído e que diversas testemunhas já foram ouvidas neste tempo de investigação.

“O inquérito policial segue em andamento, já foram feitas algumas oitivas e deprecadas outras. O procedimento ainda não foi concluído”, reforçou.

Já a delegada responsável por apurar quem teria compartilhado as fotos íntimas (revenge porn) e bullying, Daniela Oliveira Nunes confirmou que o inquérito foi concluído, sendo que nenhuma imagem foi encontrada.

“O caso das imagens foi arquivado, ouvimos pessoas que teriam visto essas imagens e o suspeito de ter divulgado, todos negaram ter conhecimento dos fatos. Além disto, buscas foram realizadas nas redes sociais da vítima e não tinha provas se houve essa divulgação”, informou.

Sobre a questão do bullying ter influenciado no suicídio da adolescente, a delegada informou que existia uma troca ofensiva em grupos nas redes sociais.

"No celular da vítima, nos grupos das redes sociais, havia sim uma troca de ofensas, porém era recíproco. Não havia indícios de que ela poderia ter cometido suicídio pelo bullying sofrido”, destacou.

A delegada informou que as pessoas envolvidas na questão do bullying foram indiciadas por injúria, mas como se tratava de adolescentes, as medidas foram ‘leves’.

Veja também