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Polícia

Sem lágrimas, mãe que matou filha diz que estava drogada e que ‘caiu’ com criança em cova

Emileide é acusada de matar a filha, enterrá-la de cabeça para baixo e envolver o filho adolescente no crime

12 janeiro 2022 - 15h21Por Diana Christie

Ré por matar a própria filha de 10 anos, Emileide Magalhães disse, durante júri nesta quarta-feira (12), que estava drogada e que Gabrielly ‘caiu’ na própria cova. O crime ocorreu em 21 de março de 2020, em uma estrada rural que dá acesso à MS-040, em Brasilândia.

Ao juiz, Emileide confessou que matou Gabrielly estrangulada com um fio levado no carro, mas alegou que não se lembra de todos os detalhes porque estava sob o efeito de álcool e cocaína. O outro filho, à época com 13 anos, também estava com ela durante o ocorrido.

“Eu vou contar as partes que eu me recordo. Eu me lembro a parte que eu saí de casa, que peguei o carro, não sei como (meu outro filho) foi comigo. Se eu pedi para ele ir ou ele quis ir comigo...”, iniciou o depoimento.

Emileide alega que estava com o fio no pescoço da criança quando as duas caíram em um buraco fundo, possivelmente de um cupinzeiro. “Acho que um chinelo meu ficou nesse buraco. Eu me apoiei nela para sair no buraco e ela ficou. [...] Ela caiu de ponta cabeça nesse buraco”.

Questionada sobre a motivação, Emileide diz que não sabia que a filha era estuprada pelo padrasto, nem que tinha contado sobre a violência para uma amiga de escola. Ela disse, ainda, que terminou de enterrar a filha porque ela estava “desfalecida” e já parecia morta.

“Joguei pedaço de terra no buraco. Na minha cabeça, ela já estava morta. Chamei o [outro filho] e ele voltou, aí juntou terra na camiseta dele e ajudou”, complementou.

Sobre voltar para a cidade para tomar cerveja e ainda comunicar falsamente o desaparecimento de Gabrielly, a mãe afirmou que “não sabia o que fazer” e “estava desnorteada”.

O júri segue em andamento. Durante esse trecho da narrativa, Emileide pareceu contrariada, mas não derramou nenhuma lágrima.