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Sobrinho de ex-secretário de Puccinelli é alvo de nova fase da Lava Jato na Capital

Thiago Cance estaria envolvido em esquemas que remontam a 'República de MS' em Campinas

26 SET 2016
Diana Christie e Vinícius Squinelo
12h43min
Foto: Reprodução/Fernando Soares

Sobrinho do ex-secretário-adjunto de Fazenda na gestão de André Puccinelli (PMDB), André Cance, o empresário Thiago Nunes Cance está na lista de investigados na Operação Lava Jato que tiveram que prestar depoimento para a Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (29). Ele é suspeito de ter recebido recursos ilícitos de esquema de corrupção envolvendo a Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A), em São Paulo.

De acordo com o MPF (Ministério público Federal), em análise de documentos recuperados no computador de Maria Lucia Tavares, uma das investigadas, “foram identificadas entregas de recursos ilícitos pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht para as pessoas referidas como ‘Rovério Pasotto’ e Thiago Cance, tendo ambas as entregas sido programadas, ao que tudo indica, em sequência ou de forma conjunta”.

Rovério Pasotto Junior é Gerente de Planejamento e Projetos da Sanasa, “instituição envolvida em investigações de corrupção em relação a contratos firmados durante a gestão do ex-prefeito de Campinas, Helio de Oliveira Santos”. Já Thiago Cance é filho de Aurélio Cance Junior, condenado por envolvimento no escândalo durante a gestão de Hélio, que ficou conhecido como ‘República de MS’.

“Verificou a autoridade policial que no endereço da entrega destinada a Thiago Cance (outro hotel), foi confirmada a existência de três hospedagens do investigado no ano de 2010, sendo que, em duas das três vezes, Thiago Cance deixou o hotel na mesma data de sua entrada, circunstância essa que reforça a convicção de que, de fato, a sua estadia no hotel tenha sido concretizada unicamente para receber os recursos ilícitos a ele destinados”, diz o MPF.

Segundo os investigadores, Thiago precisa prestar depoimento, pois “a análise precisa dos fatos e a adequada delimitação do motivo e das circunstâncias que envolveram a entrega dos recursos demanda o aprofundamento das investigações”. Na mesma Operação, o ex-ministro Antonio Palocci Filho foi preso.

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