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Supremo nega pedido de defesa e Bumlai deve voltar à prisão no PR

Em razão do tratamento contra um câncer, defesa do pecuarista pedia manutenção de prisão domiciliar

1 SET 2016
Veja
20h36min
Bumlai teve o pedido negado e deve voltar ao regime fechado Foto: Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta quinta-feira (1), o pedido da defesa do pecuarista José Carlos Bumlai para que ele continue a cumprir prisão domiciliar. Com problemas de saúde, que envolvem o tratamento de um câncer na bexiga, o pecuarista está internado em um hospital de São Paulo desde o dia 17 de agosto.

Ele deveria ter retornado à prisão na terça-feira, mas ainda não recebeu alta e o retorno foi adiada para o dia 6 de setembro, terça feira da semana que vem.

No habeas corpus impetrado no Supremo, os advogados do pecuarista pediam para que ele continuasse a cumprir prisão domiciliar em razão do "estado indiscutivelmente debilitado do paciente".

Aos 71 anos, José Carlos Bumlai é próximo do ex-presidente Lula. Ele é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e crimes financeiros no empréstimo de 12 milhões de reais do Banco Schahin ao PT, em 2004. O empresário foi preso preventivamente, por ordem do juiz Sergio Moro, em novembro de 2015, na Operação Passe Livre, 21ª fase da Lava Jato.

Em março, a pedido da defesa de Bumlai e contrariamente à manifestação do Ministério Público Federal, Moro concedeu prisão domiciliar para que o pecuarista tratasse o tumor. Durante o tratamento, o pecuarista passou por uma cirurgia cardíaca e teve a prisão domiciliar ampliada até 19 de agosto.
A defesa de Bumlai pediu nova ampliação do prazo e a Procuradoria da República se manifestou de maneira contrária. 

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