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Polícia

27/08/2018 15:10

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TJ-MS recusa libertar advogada presa por falsificar documento para receber fortuna

Emmanuelle Ferreira da Silva, mulher de juiz em Campo Grande, encrencou-se ao sacar R$ 5,3 milhões

O TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou o recurso que pedia a liberdade da advogada Emmanuelle Alves Ferreira da Silva, presa em Campo Grande no dia 30 de julho, há 29 dias, por ter supostamente participado de uma trama fraudulenta que envolvera a venda de uma fazenda em Mato Grosso, documento falsificado e o resgate de R$ 5,3 milhões.

A recusa pela apelação foi confirmada ao TopMidiaNews por uma fonte ligada à corte sul-mato-grossense. O processo segue em sigilo.

De acordo o processo, Emmanuelle teria usado documento falso e, com esses papeis, induzido à Justiça a conceder decisão favorável a ela para fazer o saque milionário da conta de um correntista que mora em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

De acordo o processo, a advogada, que é mulher do juiz Aldo Ferreira da Silva Júnior, da 5ª Vara de Sucessões de Campo Grande, estava agindo na defesa de um suposto fazendeiro da cidade de Tangará da Serra (MT), que teria vendido o imóvel rural, mas não recebido nada de dinheiro.

O suposto fazendeiro, José Geraldo Tadeu de Oliveira, que antes usava o nome de João Nascimento dos Santos, entrou na Justiça contra o suposto caloteiro, um correntista do banco Santander, morador do Rio de Janeiro. O caso seguia na Justiça havia dois anos.

A advogada, que para a Polícia Civil de MS, seria o cérebro do golpe, conseguiu o saque graças a um despacho do juiz Paulo Afonso de Oliveira, da 2ª Vara Cível de Campo Grande.

Ela entregou ao juiz, por meio do processo, notas promissórias com a assinatura do suposto caloteiro com carimbos de um cartório. O magistrado acreditou na legitimidade dos papeis e determinou o saque milionário, cujo valor estava bloqueado até então.

Um dia depois da prisão da advogada, o juiz Paulo Afonso contou à imprensa de Campo Grande que tinha sido enganado pela advogada, mulher de seu colega de trabalho.

No entanto, o correntista do Rio denunciou o juiz ao Conselho Nacional de Justiça, que abriu procedimento investigatório contra o juiz.

Além da advogada, foram presas outras três pessoas ligadas à trama, uma delas José Geraldo, que seria o dono da fazenda em MT que teria levado o calote.

Emmanuelle está encarcerada na Sala de Estado Maior da Companhia de Guarda e Escola, local onde ficam detidos advogados implicados em crimes.

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