Após quatro dias de angústia, a mãe da pequena Ayla Emanuelly, de apenas 28 dias, disse que ficou “transbordando de alegria” ao descobrir que a filha havia sido encontrada no Paraguai. A recém-nascida desapareceu em Campo Grande na quinta-feira (6) e foi localizada na madrugada deste domingo (9), em Pedro Juan Caballero.
Em entrevista, a adolescente de 17 anos contou que passou os últimos dias sem conseguir dormir e quase não conseguia comer enquanto aguardava notícias da filha. “Eu fiquei transbordando de alegria. Fiquei muito feliz”, disse.
Segundo a mãe, antes de saber do resgate, ela estava muito preocupada e chegou a pensar no pior. Mesmo assim, afirmou que mantinha a esperança de que Ayla estivesse bem.
“Eu falava muito com Deus e tocava no meu coração que estava tudo bem”, contou.
Ayla foi localizada em uma residência no bairro Virgen de Caacupé, em Pedro Juan Caballero. Dois brasileiros, Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa, foram presos no imóvel onde a bebê estava.
A mãe também reconheceu o homem preso como sendo a mesma pessoa que havia sido apresentada a ela pela mulher apontada como responsável por atraí-la até o imóvel onde a criança acabou sendo levada.
Segundo o relato da adolescente, ela conheceu a mulher por meio de um grupo de brechó no WhatsApp. A suspeita teria insistido para que ela levasse Ayla para fazer fotos, dizendo que uma amiga trabalhava em um estúdio.
A mãe contou que acabou indo ao endereço acompanhada da irmã de 13 anos. Segundo ela, a bebê ficou com a irmã enquanto a mulher a levou para conhecer uma parte da residência.
Ao entrar em uma espécie de cômodo nos fundos do imóvel, a adolescente afirmou que foi atacada. Segundo o relato, tentaram fazê-la desmaiar com um pano embebido em álcool, depois ela teria sido amarrada e colocada dentro de um banheiro.
“Me desacordaram, me amarraram e jogaram dentro do banheiro”, relatou.
A jovem disse que permaneceu no local durante horas, sem comer, mas conseguia ouvir a filha por uma pequena janela.
Conforme o relato, a mulher dizia que a bebê seria entregue a uma suposta avó, descrita como uma mulher loira. A mãe de Ayla afirmou ter questionado a história e disse que ouviu ameaças de morte. “Ela pegou, falou que queria porque queria a neném e queria me matar”, contou.
Ainda segundo a adolescente, foi dito que ela seria levada para um “buracão” e morta caso não estivesse com a filha.
A mãe afirmou não saber quem teria planejado o desaparecimento e disse acreditar que tudo tenha sido uma armadilha. Ela também negou ter envolvimento com facções ou problemas com outras pessoas que pudessem explicar o crime.
As circunstâncias do desaparecimento ainda são investigadas pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
Após ser encontrada, Ayla foi levada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde passou por exames e permaneceu sob observação médica. A família aguarda as providências para o retorno da bebê a Campo Grande.
Os dois brasileiros presos no Paraguai foram colocados à disposição das autoridades paraguaias e, segundo informações divulgadas pelas forças de segurança do país, deverão ser expulsos para responder pelo caso no Brasil.







