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Polícia

Transtornado, pai que matou filho afogado nega que tenha tentado antes e diz estar arrependido

Ele afogou filho em uma bacia

10 março 2020 - 18h15Por Nathalia Pelzl e Dany Nascimento

Transtornado, Evaldo Christyan Dias Zenteno, 22, foi ouvido, na tarde desta terça-feira (10), na 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande. Ele é acusado de matar o filho afogado em uma bacia no bairro Guanandi II, em setembro do ano passado.

A audiência foi realizada devido ao aditamento da denúncia de tentativa de homicídio uma semana antes do assassinato. Ele teria empurrado a criança de uma cama, em Aquidauana.

“Não é verdade, tanto que o levei para ela. No dia 12 setembro, ele estava brincando com filho da minha amiga, brincando na cama, ele caiu. Nego essa acusação de tentar matar Miguel. Ele ficou tonto, eu assustei, liguei pra ela. Ele acordou no colo dela indo para hospital, passamos na casa dela, ela trocou de roupa, ela tá mentindo quando fala que ele ficou desmaiado até chegar ao hospital”.

Já sobre os fatos no dia da morte, ele deu detalhes e contou que ficou em choque ao ver o filho desmaiado.

“Eu ia dar banho nele na bacia como ele gostava, o peguei dormindo, falei acorda, coloquei na bacia, o deixei lá, ele estava brincando, pulando, daí quando eu vi ele estava imobilizado”, disse, ainda sem uma linha exata de pensamento.

Confrontado, Evaldo alegou ter tentado salvar o filho. “Peguei ele da bacia pra tentar salvar, fiquei em choque. Ele ficou com as pernas pra fora. Deixei ele lá, começou a se debater e eu não ajudei ele. Na hora eu não estava raciocinando. Sai dali e fui para sala mexer no celular. Eu vi ele debatendo e não fiz nada. Eu queria chamar atenção da mãe, queria ficar nos 3, juntos”, completou, reforçando o comportamento obsessivo apontado pela mãe de Miguel. Confira aqui detalhes do depoimento dela.

“Eu não estava drogado, estava só transtornado com as coisas, eu o deixei afogando”.

Sobre as flores e chocolates que mandava para a ex, Evaldo disse que o filho não tinha nada a ver e que está arrependido do crime.

“Uma vez eu dei flores pra mãe dele. A criança não tinha nada a ver, ele era inocente. Sim, estou arrependido de deixar ele se afogar”.