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Vaccari e Léo Pinheiro são alvos de operação sobre fundos de pensão

Ex-tesoureiro do PT e ex-presidente da OAS já foram presos na Lava Jato

5 SET 2016
Globo
10h57min

O ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro, e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto foram alvos nesta segunda-feira (5) da Operação Greenfield, que investiga irregularidades nos principais fundos de pensão do país. Pinheiro foi alvo de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a prestar depoimento, mas depois é liberada) e Vaccari foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Ambos também já foram investigados por outra operação, a Lava Jato, e estão presos. No entanto, Pinheiro, que estava em prisão domiciliar, foi também alvo de uma nova prisão no âmbito da Lava Jato nesta segunda-feira (5).

Na Greenfield, policiais saíram às ruas de oito estados e do DF para cumprir 106 mandados de busca e apreensão, 34 mandados de condução coercitiva e 7 mandados de prisão temporária. De acordo com a Polícia Federal, os alvos são 74 pessoas e 38 empresas ou entidades. Os mandados foram expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília.

Os fundos de pensão que são alvos são o Funcef (fundo de pensão de funcionários da Caixa), a Petros (de trabalhadores da Petrobras), a Previ (de funcionários Banco do Brasil) e o Postalis (de trabalhadores dos Correios). A ação da PF conta com auxílio do Ministério Público Federal, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Léo Pinheiro

No fim de agosto, a Procuradoria-Geral da República anunciou que suspendeu as tratativas para um acordo de delação premiada com Léo Pinheiro.

O empresário já tinha assinado um termo de confidencialidade, que é a fase inicial da delação, mas ainda não havia firmado o acordo.

A suspensão das tratativas foi noticiada pelo jornal "O Globo" e confirmada pela assessoria de imprensa da PGR. De acordo com a publicação, as tratativas para a delação começaram em março.

A suspensão das negociações não significa que o acordo não possa ocorrer. Mas investigadores ligados ao caso consideram difícil que a delação de Léo Pinheiro seja concluída, já que um dos critérios para o acordo era a confidencialidade das informações.

Em janeiro, o G1 e a TV Globo tiveram acesso a mensagens de celular trocadas entre Léo Pinheiro e diversos interlocutores, que mostravam que a rede de contatos do executivo abrangia integrantes dos três poderes da República – Executivo, Legislativo e Judiciário.

As mensagens estavam em celulares apreendidos pela Polícia Federal e fazem parte das investigações da Lava Jato.

Entre as centenas de mensagens obtidas pela Polícia Federal após a prisão e apreensão dos celulares de Pinheiro, há contatos diretos do empreiteiro com autoridades e referências a políticos em mensagens trocadas com outras pessoas.

Na troca de mensagens, políticos chegam a cobrar o repasse de recursos que teriam sido prometidos pelo ex-presidente da OAS.

 

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