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Política

Nelsinho diz apoiar filho de Bolsonaro para chefiar embaixada nos EUA

Opinião de senador sul-mato-grossense contraria integrantes da Comissão de Relações Exteriores

13 julho 2019 - 07h00Por Celso Bejarano, de Brasília

Senador sul-mato-grossense Nelsinho Trad (PSD), disse na manhã desta sexta-feira (12), ao jornal Folha de S. Paulo, ser favorável a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) para comandar a embaixada do Brasil nos Estados Unidos da América. O cargo, vago desde abril passado, é um dos mais importantes do país lá fora.

O pai do parlamentar, o presidente Jair Bolsonaro, é quem articula o novo emprego para o filho, cujo salário beira a casa dos R$ 30 mil. Como parlamentar, Jair ganha R$ 33 mil por mês.

Disse Nelsinho à Folha: "uma embaixada desta importância e um ato como este, que é discricionário do presidente, ele vai por alguém que é da coronária dele. Acabou indicando uma pessoa, se é que isso vai se concretizar, que é muito próxima dele e deve dar sequência a este alinhamento notório que se tem com os Estados Unidos".

Antes, o senador de MS ainda provocou senadores contrários a ideia: "quem está chiando, vai se candidatar, leva facada [Bolsonaro foi ferido ano passado, durante ato político, em Juiz de Fora, Minas Gerais], ganha e aí indica quem quiser.

Nelsinho preside a CRE (Comissão de Relações Exteriores), colegiado que avalia primeiro a indicação de Bolsonaro. Ao TopMidiaNews, na tarde de ontem, sexta, o senador, que reafirmou o que havia dito à Folha, disse que entre a indicação do filho do presidente chegar ao Senado e a aprovação do nome de Eduardo como embaixador, leva um tempo que varia de 30 a 45 dias.

Para os opositores à ideia, o presidente pratica o nepotismo ao querer filho na embaixada dos EUA.

O vice-presidente da CRE, por exemplo, senador Marcos do Val, do Cidadania (ES), disse ao jornal Folha de S. Paulo, ser contrário a proposta do presidente: “Tem os profissionais que dedicam sua carreira a isso. Não vejo de forma nem um pouco positiva. Os filhos [de Bolsonaro] não podem ter este protagonismo que estão tendo porque você confunde. É a família que está no comando do governo federal?".

Em outras entrevistas, Eduardo Bolsonaro, como meio de dizer que conhece os EUA disse que lá aprimorou o seu inglês e que já fritou hamburguer pelo território americano.