quarta, 11 de fevereiro de 2026

Busca

quarta, 11 de fevereiro de 2026

Link WhatsApp

Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Top Mídia News
Política

há 3 semanas

Mansão ou terreno? Justiça recebe denúncia de privilégio ilegal no IPTU da prefeita Adriane Lopes

Ela foi alvo de uma ação popular por ser beneficiária direta de possível esquema de irregularidades no cadastro imobiliário

Após construir sua mansão em uma área de praça pública, moradores de Campo Grande entraram com uma ação popular na Justiça acusando a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), de ser beneficiária direta de um esquema de irregularidades no cadastro imobiliário e no lançamento do IPTU, que teria resultado em vantagem tributária indevida e prejuízo aos cofres públicos.

O processo aponta que um imóvel localizado no Bairro Carandá Bosque III, uma das regiões mais nobres da Capital, onde a prefeita reside com a família, vem sendo tributado como terreno ou área sem edificação, apesar da existência de uma residência de alto padrão construída, ocupada e plenamente funcional.

Segundo a ação, o imóvel continuou classificado como “praça” ou “lote territorial” nos registros municipais, mesmo após ter sido desafetado como área pública, alienado a particular e integrado a um conjunto residencial privado. Com isso, o IPTU cobrado teria sido muito inferior ao valor real devido.

O documento aponta ainda que a Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana) e a Secretaria Municipal de Finanças falharam de forma reiterada em atualizar o cadastro do imóvel, ignorando a edificação existente e mantendo um enquadramento fiscal incompatível com a realidade.

IPTU de R$ 4 mil em bairro nobre

No exercício de 2026, o valor do IPTU cobrado do imóvel da prefeita foi de aproximadamente R$ 4 mil, quantia considerada incompatível com a metragem do terreno, a existência da construção e a valorização imobiliária da região. Em contraste, moradores de bairros periféricos e de classe média enfrentaram aumentos expressivos no imposto, em alguns casos superiores a 300%.

Conforme o já mostrado pelo TopMídiaNews, a situação reforça a crítica central da ação, uma vez que quem governa a cidade estaria pagando menos imposto do que o cidadão comum, mesmo morando em uma das áreas mais valorizadas de Campo Grande.

Outro ponto grave levantado no processo é a reclassificação do Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI). O bairro Carandá Bosque foi dividido artificialmente em três setores. Enquanto os setores I e II permaneceram classificados como Normal Superior, o setor III, exatamente onde fica o imóvel da prefeita, foi rebaixado para Normal Médio.

Essa mudança resultou em redução do IPTU e da taxa de lixo, que caiu de cerca de R$ 1,2 mil para aproximadamente R$ 708 no bairro da chefe do Executivo. A ação sustenta que não houve justificativa técnica, urbanística ou social para a alteração, classificando a medida como benefício direcionado.

O processo pede liminar para que a Justiça determine a correção imediata do cadastro do imóvel, a cobrança correta do IPTU, a suspensão de lançamentos irregulares e a recomposição do prejuízo aos cofres públicos, incluindo a cobrança retroativa dos valores que deixaram de ser pagos.

Siga o TopMídiaNews no , e e fique por dentro do que acontece em Mato Grosso do Sul.
Loading

Carregando Comentários...

Veja também

Ver Mais notícias