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Política

há 1 hora

Antes quieta, base da prefeita defende CPI contra mortes e prejuízos por buracos (vídeo)

Situação caótica das ruas motivou abertura de investigação

Das 24 assinaturas para abertura da CPI do Tapa-Buraco, chamam a atenção a digital de vereadores alinhados à prefeitura e que desconversavam sobre investigação parlamentar, em Campo Grande. É o caso do Professor Riverton (PP), Leinha (Avante) e Wilson Lands (Avante). 

Dias antes do requerimento de abertura da comissão ser assinado, o comportamento de alguns parlamentares contrastava com o atual; diziam que era necessário esperar o município responder aos questionamentos e intensificar o tapa-buraco, inclusive à noite. 

A partir desta sexta-feira (16), o que se viu foram manifestações favoráveis à investigação. Lands, que é da base da prefeita na Câmara, enfatizou a necessidade da apuração. 

''É uma medida necessária diante da situação das vias de Campo Grande. Tenho feito cobranças e solicitações à SISEP. Agora, é fundamental apurar responsabilidades e exigir providências concretas'', refletiu Lands em post no Instagram. 

Vereador Professor Riverton pouco se manifestava sobre o assunto. Mas foi um que colocou a assinatura no requerimento. 
''Campo Grande já não aguenta mais'', disparou Riverton. 

Leinha, ex-tropa de choque da prefeita, falou em ''notícia especial'' ao avisar a base eleitoral que havia assinaturas suficientes para a CPI. Ele espera os próximos trâmites para solucionar os problemas em questão. 

Olhando pra frente

Rafael Tavares (PL) chegou a exigir, em meados deste ano, que outra CPI, a da Saúde, investigasse gestões anteriores, como a de Marquinhos Trad (PV) para ter a assinatura dele. No caso dos buracos, o parlamentar fazia postagens tímidas sobre o assunto e agora decidiu enfatizar a necessidade da investigação.  

Procuradoria

O presidente da Câmara disse que a abertura da comissão foi feita após intenso diálogo e que trata-se de uma resposta à sociedade, que não suporta mais o problema. O requerimento de abertura destaca investigações do MPE por fraudes no serviço e até a usina de asfalto do Consórcio Central MS, que, mesmo assim, não conseguiu sequer amenizar o problema. 

 

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