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Política

Após ameaças, Luiza Ribeiro é alvo de pedido oficial de investigação

17 novembro 2015 - 11h58Por Diana Christie e Rodson Willyams

Depois de diversas ameaças, o vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), deixou o discurso de lado e protocolou um requerimento solicitando a investigação da vereadora Luiza Ribeiro (PPS) por suposta quebra de decoro parlamentar. Agora, ela poderá responder a processo ético dentro da Câmara Municipal pelas declarações em depoimento realizado ao Ministério Público Estadual.

A informação foi confirmada pela própria Luiza, na manhã de hoje (17). Ela comentou que pretende conversar com Carlão ainda nesta tarde para prestar esclarecimentos. Ainda tentou justificar, alegando que foi mal interpretada e que as irregularidades apontadas em seu depoimento foram todas comprovadas durante as investigações do Gaeco.

Além disso, Luiza explica que o suposto ‘mensalinho’ recebido por vereadores da oposição foi citado como uma teoria e não uma verdade concreta. Apesar da repercussão, ela acredita que conseguirá ‘enterrar’ de uma vez por todas a iniciativa, já que esta seria a primeira vez que um parlamentar responderia a um processo ético após denúncia de colega.

Presidente da Comissão de Ética, o vereador João Rocha (PSDB) afirma que recebeu o requerimento, mas não leu seu conteúdo e já encaminhou para análise da Procuradoria Jurídica da Câmara. Segundo ele, o caso será analisado em reunião amanhã (18), onde os membros da comissão também devem discutir a quantidade de testemunhas que serão ouvidas durante as oitivas que avaliam possível quebra de decoro pelos nove vereadores investigados pela Operação Coffe Break.

Na semana passada, eles 'lotaram' a Comissão quando arrolaram número superior de testemunhas ao permitido pela resolução da Casa de Leis, que estabelece apenas três por parlamentar. A manobra atrasou ainda mais o ínicio das oitivas, que já estão previstas para terminar apenas no próximo ano, após o fim do recesso legislativo.