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Política

Após delação, Delcídio revela ao STF que sofre com ansiedade e insônia

22 março 2016 - 17h17Por Airton Raes

O senador Delcídio do Amaral afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que está sofrendo de angustia, ansiedade e insônia para ampliar a autorização de permanência em São Paulo para tratamento médico.

A solicitação foi enviada ao relator da Operação Lava Jato ministro Teori Zavascki para que Delcídio possa ficar em São Paulo até 6 de abril para realização de exames. De acordo com o documento enviado ao Supremo pela defesa, Delcídio tem diabetes, pólipos intestinais, além dos sintomas de ansiedade generalizada. Teori pediu que o procurador­ geral da República, Rodrigo Janot, se manifeste antes de decidir.

Delcídio também apresentou nesta segunda-­feira (21/03) um novo pedido de licença médica por mais 15 dias, o terceiro desde que deixou a prisão, em 19 de fevereiro. Esse afastamento começa a valer a partir de quarta-­feira (23), para quando está agendada a presença do senador ao Conselho de Ética para apresentação de sua defesa no processo por quebra de decoro parlamentar que corre contra ele na Casa. Apesar da licença, o senador poderia aparecer para prestar depoimento, mas sua participação não está confirmada.

O senador foi preso em novembro do ano passado por tentar subornar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que este não firmasse acordo de delação premiada com a Justiça. Delcídio do Amaral ofereceu R$ 50 mil mensais e um plano de fuga para que Cerveró deixasse o Brasil. O filho de Cerveró, Bernardo, gravou a oferta e entregou o áudio ao Ministério Público, o que resultou na prisão em flagrante do senador. Posteriormente, em sua própria delação premiada, Delcídio disse que fez a oferta a mando do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.