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Política

31/03/2026 11:20

Após um mês, Adriane resolve exonerar pastor acusado de estuprar adolescente de 15 anos

Douglas Alves Mandu atuava na prefeitura como coordenador de um Centro de Múltiplas Referências e Convivência do Idoso

Quase um mês após a primeira denúncia de assédio ser registrada, o pastor Douglas Alves Mandu foi oficialmente exonerado da prefeitura de Campo Grande pela prefeita Adriane Lopes (PP).

Acusado de estuprar adolescente de 15 e assediar outras jovens, Mandu atuava como coordenador do CCI (Centro de Múltiplas Referências e Convivência do Idoso) “Edmundo Scheuneman” da Vila Piratininga, ligado à Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania.

O decreto foi publicado no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta terça-feira (31), passando a valer a partir do dia 1° de abril de 2026.

Um dia após o registro ser divulgado na imprensa, em 3 de março, a prefeitura encaminhou e-mail para os jornais detalhando que o pastor seria afastado de suas funções. No entanto, a exoneração demorou quase um mês para ser formalizada.

Denúncia expõe o caso

A vítima, hoje com 21 anos, contou que o crime aconteceu durante suas férias escolares em 2019. No boletim de ocorrência, ela explicou que estava na casa do irmão quando o suspeito chegou. Ao bater no imóvel, ele foi logo entrando e empurrando a menor para um dos cômodos, onde consumou o estupro de maneira violenta.

Ainda em seu relato, ela explica que, após isso, Mandu saiu e retornou momentos depois com um comprimido, obrigando-a a ingerir. A vítima acredita que tomou uma pílula do dia seguinte. A mulher, na época ainda adolescente, disse que era virgem e foi ameaçada de morte pelo pastor.

Consta no registro policial que o homem teria livre acesso à residência do parente da vítima, por ser pastor da congregação que ele frequenta.

Em um laudo médico, encaminhado para o site Nova Lima News, ficou comprovado que ela desenvolveu diversos problemas psicológicos devido ao crime, precisando de acompanhamento para tratamento dos danos emocionais.

Os fatos foram denunciados na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) em fevereiro de 2026, cerca de 7 anos depois do crime.

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