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Apostando na inovação, candidata a vereadora faz campanha no 'boca-a-boca'

Candidata defende que é possível fazer campanha sem dinheiro

20 SET 2016
Kerolyn Araújo
14h00min
Foto: André de Abreu

Conhecida no meio político, mas por sempre trabalhar nos bastidores, a radialista Ana Rita de Paula (PTN) disputa uma das 29 cadeiras da Câmara Municipal de Campo Grande no pleito de 2016. Apostando em um novo jeito de fazer política, a candidata à vereadora faz campanha 'boca-a-boca'.

Em entrevista ao TopMídiaNews, Ana Rita explicou que a vontade de ser tornar vereadora nasceu da insatisfação com o cenário atual da política. "Estava insatisfeita com as opções que tinha, nunca me identifiquei com os candidatos que eu vinha apoiando e não me sentia representada. Percebi que eu poderia fazer uma campanha limpa e com pouco dinheiro", explicou.

Sem nenhum cabo eleitoral, Ana Rita leva as propostas da campanha por meio das redes sociais e com o apoio da família e amigos. "Meu partido é pequeno e eu não recebi nenhum dinheiro. Ofereceram um cabo eleitoral para ficar panfletando no centro, mas recusei. Quero começar a fazer política de um jeito diferente. As pessoas já estão cansadas da repetição que é sempre", ressaltou.

Segundo Ana Rita, por meio de um aplicativo, ela faz vídeos curtos e manda pelo WhatsApp para os amigos. "Também não gosto de fazer reuniões políticas. As pessoas trabalham o dia inteiro e à noite estão cansadas. Prefiro ir até a casa dos meus amigos, apresentar minhas propostas e, principalmente, prometer somente aquilo que eu posso cumprir". Com um adesivo que diz "não quero gasolina, quero mudança", a candidata alerta que a corrupção já começa na campanha. "Se já faz coisa errada na campanha, imagina quando se eleger?", questionou.

Caso seja eleita, Ana Rita disse que não atuará somente em uma área. "Não tem como prometer só uma coisa ou algo que não vou poder cumprir. Nesse primeiro momento, o mais importante é fiscalização. A corrupção é o que as pessoas mais reclamam. O vereador, além de criar projetos de leis que beneficiem a população, deve fiscalizar o Executivo", defendeu a candidata.

"Não sei se vou me eleger, mas quero mostrar para as pessoas que é possível fazer uma nova política. Quero que elas se sintam encorajadas para inovar, mostrando que podemos fazer uma campanha sem dinheiro", finalizou. 

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