Menu
quarta, 28 de outubro de 2020
Política

Bernal afirma que irregularidades não são motivos para cassação de mandato

Comissão Processante

23 dezembro 2013 - 19h00Por Kerolyn Araújo

 

Durante a entrevista coletiva realizada hoje (23), no Paço Municipal, o prefeito Alcides Bernal afirmou que iria esclarecer as acusações feitas pela Comissão Processante da Câmara Municipal, reforçando que as irregularidades apontadas não são motivos consistentes para se cassar o mandato de um chefe do Executivo Municipal.

 

“Tenho a declarar que minha equipe técnica avaliou e legitimou cada contrato firmado no início do mandato, que trouxemos economia para os cofres públicos e que as irregularidades apontadas pela comissão não são motivo para promover esta execução sumária que querem fazer comigo”, apontou Bernal.

 

O prefeito ressaltou que encaminhou na tarde de hoje, por meio do procurador Jesus de Oliveira Sobrinho, a defesa sobre as acusações recebidas, comprovando a veracidade e inocência de sua administração. “Esta comissão é uma fraude, não possui denúncias concretas e age por interesses políticos, por isso quero explicar cada contrato firmado na minha gestão e dito como fraudulento”, acrescentou.

 

Na oportunidade, o chefe do Executivo detalhou os contratos firmados com a Salute, Total e Já Gás, alegando que o primeiro foi refeito em razão do contrato de renovação estar irregular e para que não faltasse alimentação na Rede Municipal de Ensino (Reme). Diante disso, promoveu uma licitação de forma emergencial, da qual participaram 10 empresas, sendo aprovadas sete e saindo vencedoras quatro. “Os nossos denunciantes afirmam que privilegiei uma empresa, porém, não divulgam que mais três foram aprovadas para realizar o mesmo serviço”, desabafou.

 

Sobre o caso da empresa Total que prestava serviço de limpeza nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) da Capital, Bernal foi categórico. “Além do contrato ter expirado, a empresa queria aumentar o valor de quase R$ 7,3 milhões para R$ 11,9 milhões. Promovemos uma economia de 34,42% aos cofres públicos. Além disso quero ressaltar, que eles (Total) é que não quiseram continuar na administração”.

 

A última situação diz respeito a Já Gás, que de acordo com administrador público, foi contratada na modalidade de pregão presencial. “Quando assumimos a administração, a prefeitura pagava R$ 52,80 por botijão de 13 kg e conseguimos o preço de R$ 31,00. Então como podem ver, sempre buscamos economia ao erário público, sendo neste caso de 41,34%, ou R$ 604 mil”, detalhou.

 

Com estas informações, o prefeito reforçou que em nenhum momento foram forjadas situações de emergência e sim, realizados procedimentos para não interromper a prestação de serviços municipais. Na ocasião, Bernal também questionou a idoneidade do presidente da Comissão Processante, Edil Albuquerque. “O aumento no contrato da Total foi aprovado pelo então vice-prefeito, Edil Albuquerque, conforme podem comprovar na assinatura do documento. Como ele pode ter idoneidade para ser presidente de uma comissão que luta para tirar meu mandato? Ele tinha que fazer o papel de juiz, no entanto, tem demonstrado publicamente sua opinião sobre o processo”, finalizou.

Leia Também

Bêbado: advogado que matou PM no trânsito ganha liberdade em Campo Grande
Cidade Morena
Bêbado: advogado que matou PM no trânsito ganha liberdade em Campo Grande
Mulher esfaqueada ao defender amiga atacada pelo marido segue internada na Santa Casa
Interior
Mulher esfaqueada ao defender amiga atacada pelo marido segue internada na Santa Casa
Chamou pelo nome: usuário de cocaína atira contra morador e vai preso em Coxim
Interior
Chamou pelo nome: usuário de cocaína atira contra morador e vai preso em Coxim
Bolsonaro desiste de decreto que sugeria privatização do SUS
Geral
Bolsonaro desiste de decreto que sugeria privatização do SUS