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Bernal afirma que irregularidades não são motivos para cassação de mandato

Comissão Processante

23 DEZ 2013
Kerolyn Araújo
19h00min
Fotografia: Geovanni Gomes

 

Durante a entrevista coletiva realizada hoje (23), no Paço Municipal, o prefeito Alcides Bernal afirmou que iria esclarecer as acusações feitas pela Comissão Processante da Câmara Municipal, reforçando que as irregularidades apontadas não são motivos consistentes para se cassar o mandato de um chefe do Executivo Municipal.

 

“Tenho a declarar que minha equipe técnica avaliou e legitimou cada contrato firmado no início do mandato, que trouxemos economia para os cofres públicos e que as irregularidades apontadas pela comissão não são motivo para promover esta execução sumária que querem fazer comigo”, apontou Bernal.

 

O prefeito ressaltou que encaminhou na tarde de hoje, por meio do procurador Jesus de Oliveira Sobrinho, a defesa sobre as acusações recebidas, comprovando a veracidade e inocência de sua administração. “Esta comissão é uma fraude, não possui denúncias concretas e age por interesses políticos, por isso quero explicar cada contrato firmado na minha gestão e dito como fraudulento”, acrescentou.

 

Na oportunidade, o chefe do Executivo detalhou os contratos firmados com a Salute, Total e Já Gás, alegando que o primeiro foi refeito em razão do contrato de renovação estar irregular e para que não faltasse alimentação na Rede Municipal de Ensino (Reme). Diante disso, promoveu uma licitação de forma emergencial, da qual participaram 10 empresas, sendo aprovadas sete e saindo vencedoras quatro. “Os nossos denunciantes afirmam que privilegiei uma empresa, porém, não divulgam que mais três foram aprovadas para realizar o mesmo serviço”, desabafou.

 

Sobre o caso da empresa Total que prestava serviço de limpeza nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) da Capital, Bernal foi categórico. “Além do contrato ter expirado, a empresa queria aumentar o valor de quase R$ 7,3 milhões para R$ 11,9 milhões. Promovemos uma economia de 34,42% aos cofres públicos. Além disso quero ressaltar, que eles (Total) é que não quiseram continuar na administração”.

 

A última situação diz respeito a Já Gás, que de acordo com administrador público, foi contratada na modalidade de pregão presencial. “Quando assumimos a administração, a prefeitura pagava R$ 52,80 por botijão de 13 kg e conseguimos o preço de R$ 31,00. Então como podem ver, sempre buscamos economia ao erário público, sendo neste caso de 41,34%, ou R$ 604 mil”, detalhou.

 

Com estas informações, o prefeito reforçou que em nenhum momento foram forjadas situações de emergência e sim, realizados procedimentos para não interromper a prestação de serviços municipais. Na ocasião, Bernal também questionou a idoneidade do presidente da Comissão Processante, Edil Albuquerque. “O aumento no contrato da Total foi aprovado pelo então vice-prefeito, Edil Albuquerque, conforme podem comprovar na assinatura do documento. Como ele pode ter idoneidade para ser presidente de uma comissão que luta para tirar meu mandato? Ele tinha que fazer o papel de juiz, no entanto, tem demonstrado publicamente sua opinião sobre o processo”, finalizou.

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