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terça, 25 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Bernal quer empréstimo de R$ 224 milhões com parcelas a 'perder de vista'

21 dezembro 2015 - 18h06Por Rodson Willyams

O prefeito Alcides Bernal, do PP, revelou alguns detalhes sobre o empréstimo de R$ 56 milhões de dólares (R$ 224 milhões) junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID. A verba tem previsão de ser usada para a revitalização da região central de Campo Grande.

Caso o projeto seja autorizado pela Câmara Municipal nesta terça-feira (22) e aprovado pela instituição internacional, o município terá três anos de carência para fazer o pagamento, com taxa de juros de pouco mais de 1%. A declaração foi concedida na tarde desta segunda-feira (21), durante visita do prefeito à UPA do Vila Almeida.

Segundo Bernal, caso o BID dê autorização, "o pagamento será feito pela prefeitura a perder de vista". A reportagem ainda questionou Bernal se a prefeitura terá condições de dar a contrapartida. Em reposta, o prefeito declarou: "Campo Grande tem capacidade endividamento e temos credibilidade. Com isso, nós temos condições de contrair esses empréstimos e atender as exigências do banco".

Mas para que a prefeitura consiga a liberação do recurso, precisa antes do aval dos vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande. O problema é que, na semana passada, o caso gerou revolta e polêmica.

Após descobrirem que o prefeito havia tentado corrigir o projeto por meio de um errata via decreto no Diário Oficial, os parlamentares entenderam que Bernal havia tentado passar por cima da competência da Câmara Municipal, o que despertou a ira dos mesmos. Bernal negou: "eu tenho respeito pelo Poder Legislativo, encaminhei o Projeto de Lei e essa é uma demonstração de harmonia pela minha parte com os vereadores".

No entanto, na última sexta-feira (18), apesar do impasse, o presidente da Casa de Leis, vereador João Rocha, do PSDB, declarou que o projeto vai ser aprovado nesta terça-feira (22), último dia de sessão ordinária, justamente para atender que a cidade seja contemplada por um projeto que tramita há anos em Campo Grande, o Reviva Centro.