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Política

há 2 semanas

BOMBA NO PT: Chefe de gabinete de Vander pede cabeça de Landmark e chama vereador de fujão

Documento obtido pelo TopMídia News revela racha: denúncia diz que vereador poderia ter votado contra aumento do IPTU pelo celular e cita até homenagem à esposa como "desvio ético"

O "fogo amigo" virou incêndio no PT de Campo Grande. Nesta quarta-feira (18), o TopMídia News teve acesso a uma representação bomba protocolada contra o vereador Landmark Rios. E o golpe não veio da direita, mas de dentro da própria casa. Quem assina o pedido de punição é Ido Luiz Michels, chefe de gabinete do deputado federal Vander Loubet, justamente o padrinho político que ajudou a eleger Landmark, que era assessor do petista antes de se eleger em 2024.

O documento pede a condenação do vereador por infidelidade partidária e classifica a ausência dele na votação que manteve a Taxa do Lixo como uma "fuga" e uma "traição" aos eleitores.

A polêmica gira em torno da sessão do dia 10 de fevereiro na Câmara Municipal. A oposição precisava de 15 votos para derrubar o veto da prefeita Adriane Lopes (PP) e acabar com o aumento do IPTU e da Taxa do Lixo. O placar bateu na trave: 14 votos.

O voto que faltou foi o de Landmark, que estava em Brasília. Mas para o grupo de Vander Loubet, a desculpa não cola.

Na representação, Ido Michels solta o verbo e diz que, em tempos de plenário virtual, a ausência foi proposital. "A votação poderia ter sido feita pela internet", dispara o documento. O texto revela ainda que os vereadores Luíza Ribeiro e Jean Ferreira tentaram ligar desesperadamente para Landmark na hora H, implorando para ele se conectar e votar, mas foram ignorados.

Para o denunciante, Landmark se omitiu em "evidente conluio com a péssima gestão do Executivo", preferindo agradar a prefeita a defender o contribuinte.

Se a falta de voto já era grave, o documento pesou de vez o clima. A denúncia aponta um detalhe: Landmark usou o mandato para indicar sua própria esposa, Flávia Percília, para receber uma homenagem no aniversário da Capital.

O chefe de gabinete de Vander não perdoou e escreveu na peça que o mandato não serve para "mera satisfação de interesses pessoais", chamando a atitude de desvio ético.

O pedido de sanção disciplinar foi entregue ao presidente municipal do PT, deputado Pedro Kemp. Com a assinatura do braço direito de Vander Loubet na denúncia, o recado é claro: Landmark pode ter perdido a proteção da cúpula do partido.

Se o processo avançar, o vereador pode sofrer desde uma advertência até a expulsão, o que colocaria seu mandato em risco. Enquanto o PT lava a roupa suja em público, o contribuinte campo-grandense continua pagando a conta do IPTU mais caro.

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