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Política

há 1 mês

Câmara aprova que polícia determine tornozeleira em agressor de mulher

Texto autoriza, mesmo sem decisão judicial, delegados a determinarem monitoração em casos urgentes, quando houver risco imediato à vítima

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10/3) um projeto de lei que permite a aplicação de tornozeleira eletrônica em agressores de mulheres sem decisão judicial prévia. O texto foi aprovado em votação simbólica, sem registro nominal de votos, e segue para análise do Senado.


Hoje, a lei permite que a Justiça determine o uso da tornozeleira para evitar que o agressor se aproxime da vítima. O novo texto tenta tornar esse mecanismo mais frequente e mais rápido de ser aplicado.

Uma das mudanças é permitir que delegados de polícia determinem a monitoração eletrônica em situações urgentes, quando houver risco imediato para a vítima e o município não for sede de Comarca. Nesses casos, o juiz deverá ser informado em até 24 horas e decidir se mantém ou revoga a medida.

O substitutivo também estabelece situações na qual a tornozeleira deve ter prioridade, como:

  • Quando o agressor já tiver descumprido medidas protetivas anteriormente;
  • Quando houver risco iminente à integridade física ou psicológica da vítima.

Se o juiz decidir não aplicar a monitoração nesses casos, terá que justificar expressamente a decisão.

Outra previsão é que o sistema de monitoramento envie alertas automáticos quando o agressor ultrapassar a área de restrição determinada pela Justiça. O aviso será enviado ao mesmo tempo:

  • Para a vítima;
  • Para a polícia mais próxima.

O texto também endurece a punição para quem descumprir medidas protetivas. A pena poderá aumentar de um terço até metade quando o agressor:

  • Violar a área monitorada;
  • Retirar ou danificar a tornozeleira sem autorização judicial.

Além disso, a proposta determina que parte dos recursos da segurança pública seja destinada à compra e manutenção de tornozeleiras eletrônicas e de dispositivos de proteção para as vítimas.

O projeto também prevê campanhas de informação sobre medidas protetivas e monitoração eletrônica, além da criação de um programa permanente para acompanhar agressores monitorados e mulheres em situação de violência.

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