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Política

Carta denuncia suposto assédio de secretário, mas entidade diz que texto é falso

13 julho 2016 - 19h02Por Da Redação

Carta da Fitert (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão) em apoio à denúncia de suposto assédio sexual que teria sido cometido pelo presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, Nelson Cintra, contra a jornalista Nilmara Caramalac, está causando grande repercussão social.

No entanto, o presidente da instituição José Antônio Jesus da Silva, afirma que o documento é falso. O texto que circula nas redes sociais aparece como assinado pela Fitert e pela Rede de Mulheres Radialistas, endereçado à Casa Civil do Governo de Mato Grosso do Sul, onde é feita a denúncia de suposto ato de assédio sexual e moral contra a jornalista.

José Antonio destaca que o documento não foi feito pela Federação, nem foi enviado nenhum tipo de ofício para o governo do estado ou qualquer órgão governamental. “Alguém pegou na internet a logo da federação e da rede de mulheres radialistas e fez esse documento. Vamos fazer uma sindicância para apurar a responsabilidade do autor. Mas não é da federação. A federação não publicou nem entrou em contato com o governo de Mato Grosso do Sul”, explicou.

O presidente da Fitert informou que recebeu a denúncia sobre o assédio da jornalista Nilmara Caramalac, mas analisa o caso pelo setor jurídico da entidade. “O jurídico está analisando a denúncia. E só vamos levar adiante se encontrarmos sustância jurídica que de base para a denúncia. Se a denúncia for verdadeira, vamos tomar as providências cabíveis e informar o Sindicato dos Radialistas do Mato Grosso do Sul. Mas ainda não temos nada de concreto”, disse.

No documento, o presidente da Fertel (Fundação Rádio e TV Educativa de MS), Bosco Martins, também é citado como suposto agressor, fato que já foi negado por Nilmara nas redes sociais. Confira abaixo áudio gravado entre José Antonio e Bosco Martins explicando a situação:

  

Em nota no Facebook, Nilmara Caramalac disse que tem recebido ligações de jornalistas e radialistas de todo o Brasil, mas não irá dar entrevistas no momento e vai aguardar o desenrolar dos fatos. “Sei que no momento muito importante seria eu dar as entrevistas e colaborar também com vocês que querem sim me ajudar - mais agora me compreendam apos a denuncia formal o melhor que tenho a fazer é aguardar. obrigada vou me reestabelecer emocionalmente pois estou chorando diante de todos os fatos inclusive sobrecarga de energia 280 v em meu apartamento prometo que no momento certo passo as provas e como tudo ocorreu conforme consta documento [sic]”, escreveu.

Em dezembro de 2015, Nilmara também denunciou o deputado Maurício Picarelli (PMDB) por ter sido abandonada após investigação do Ministério Público Estadual. A jornalista era gerente da TV Assembleia há quatro anos e meio, indicada justamente por Picarelli. Segundo ela, o cargo e a investigação do MPE a deixaram em situação delicada. “Qualquer palavra minha poderia ser usada contra o Estado inteiro”, garante. A jornalista afirma que tinha ‘acesso a todas as audiências, conversas de assessores e deputados’.