Uma professora de Campo Grande procurou a delegacia para denunciar o vereador Rafael Tavares (PL) e um dos seus assessores por expor seu nome nas redes sociais. O parlamentar teria impedido a educadora a realizar uma roda de conversa sobre relacionamentos abusivos.
Conforme o registro policial, encaminhado para o TopMídiaNews, no sábado (13), ela recebeu uma ligação da diretora detalhando que o pai de um aluno entrou em contato com a escola para informar que o assessor de Tavares iria acompanhar a atividade extracurricular. Ao ser questionada sobre convites externos, ela negou o fato e, para evitar conflitos futuros, optaram juntas por suspender a atividade.
Ainda segundo seu relato, ela detalhou que, mesmo sabendo da suspensão, o profissional compareceu ao local dizendo que iria ‘fiscalizar’ a atividade da docente. Posteriormente, o vereador postou um vídeo nas redes sociais divulgando seu nome, sendo classificado pejorativamente como ‘esquerdista’ e ‘feminista’.
Por conta desta atitude do vereador, a professora contou que se sentiu intimidada e passou a sentir a sensação de intimidação.
Além disso, apoiadores de Tavares usaram as redes sociais para atacar a profissional com comentários como: ‘sala de aula não foi feita para doutrinação’, ‘que essa infeliz vá fazer palestras nos quintos’. Alguns apoiaram a atitude do pai de acionar o vereador: ‘Parabéns a esses pais. A escola está contaminada de professores militares que fazem parte do sindicato, infelizmente’.
Fora o registro policial, o caso também foi registrado em ata escolar.
A reportagem procurou a SED (Secretaria Estadual de Educação), mas, até a publicação desta matéria, não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.








