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Política

Comissão de Ética aprova cassação do mandato de Delcídio do Amaral

03 maio 2016 - 16h39Por Airton Raes

A Comissão de ética do Senado aprovou a cassação do senador Delcídio do Amaral por quebra de decoro parlamentar  por 13 votos favoráveis e uma abstenção. Processo segue para a Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

O Conselho aprovou recomendação de cassação do mandato de Delcídio do Amaral na tarde desta terça-feira, 03 de maio. O senador Telmário Mota (PDT-RR), relator do processo contra o senador Delcídio do Amaral (MS), pediu a cassação do mandato do parlamentar de Mato Grosso do Sul Os advogados de defesa pediram que punição ao senador Delcídio fosse a perda temporária do mandato. Eles argumentaram que não foi cometida irregularidade grave, punível com perda definitiva de mandato.

O ex-líder do governo, Delcídio do Amaral, foi flagrado em uma gravação oferecendo a Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, um plano de fuga para o ex-diretor da Petrobras. Em troca, Cerveró não o citaria em um possível acordo de delação premiada. No áudio, Delcídio também afirma que conversaria com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) para que eles fizessem intervenções a favor de Nestor Cerveró na Operação Lava Jato.

Em depoimentos de colaboração premiada, Delcídio, que se desfiliou do PT, implicou 74 pessoas, fez acusações ao governo e à oposição e elevou a pressão sobre a presidente Dilma Rousseff. 


Entre os citados nos relatos de Delcídio, estão alguns dos principais líderes políticos do país, como Dilma, o vice Michel Temer, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador tucano Aécio Neves (MG). 


O agora ex-petista disse que Dilma tentou interferir na Operação Lava Jato por meio do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. Também atribuiu a ela a nomeação para um cargo na BR Distribuidora de Nestor Cerveró, preso e já condenado em processos da Lava Jato.