Convocação do secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, a Sisep, André de Moura Brandão, à Câmara, na próxima terça-feira (20), já mexe com o ânimo de vereadores de Campo Grande. É um dos representantes da prefeitura mais esperados, em razão de ser dele a responsabilidade de recuperar o asfalto da Capital.
A ida obrigatória de André foi aprovada nesta quinta-feira (15), mas, dois dias antes, na sessão de terça-feira (13), o nome dele já era repercutido na mesa diretora da Casa de Leis. O vereador Carlão Comunitário (PSB) observou que Brandão, conhecido como ''Andrézão'' não é engenheiro civil.
''O atual secretário não é engenheiro e precisa de uma equipe técnica preparada, porque o serviço exige conhecimento técnico'', refletiu o vereador. Em seguida, Carlão lamentou o fato de o secretário ter criticado profissionais engenheiros durante entrevista a uma rádio da cidade.
Expectativa
A ida do titular da Sisep ocorre em meio à abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Na avaliação de Maicon Nogueira, vereador crítico à gestão Adriane Lopes, o gestor não conseguirá explicar os problemas que assolam a cidade.
''Nada que ele possa falar na terça vai fazer os buracos serem tapados. As pessoas não querem mais desculpas. Precisamos instaurar a CPI e ouvir os envolvidos como investigados'', disparou Nogueira.
Oposição
A vereadora Luiza Ribeiro (PT), autora do pedido de CPI e uma das vozes mais críticas da gestão Adriane, tem estudado o tema e deve fazer diversos questionamentos ao secretário Brandão. Um dos apontamentos é a redução do orçamento que o município fez na área de infraestrutura.
Aperto
O titular da Sisep deve enfrentar muitos questionamentos; um exemplo disso vem de parlamentares que pouco repercutiam o tema de tapa-buracos e agora parecem mais engajados na causa. A crítica sobre a prefeitura aumentou, assim como a pressão pela Comissão, que foi aprovada nesta sexta-feira (16).
Ana Portela saiu em defesa da CPI e deve questionar o secretário sobre o tapa-buraco. Os estragos das mais recentes chuvas apontam também para uma grande quantidade de apontamentos a serem feitos ao gestor.
''Com toda certeza jogar essa culpa apenas para os efeitos climáticos é de uma falta de vergonha na cara absurda! Temos sim eventos climáticos mais extremos, mas isso não é de agora'', raciocinou Portela.








