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Saída do PDT

08/08/2016 13:06

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Dagoberto nega ter vetado Pedra, mas aposta em desfiliação de ex-vereador

O presidente do PDT afirma que parlamentar cassado tomou decisões que 'magoaram' a militância

O presidente regional do PDT, Dagoberto Nogueira, garante que tentou 'salvar ' o lançamento da candidatura de Paulo Pedra como vereador nas eleições de 2016, mas fracassou. Pedra vem 'gritando aos quatro ventos' que foi retirado da lista de vereadores do PDT, porém, Dagoberto garante que votou a favor da candidatura, que foi rejeitada pela maioria do partido.

Pedra teve o mandato de vereador cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral, acusado de comprar votos e abuso de poder econômico nas eleições de 2012 e, caso consiga reverter a situação, teria a chance de concorrer ao pleito. O PDT votou contra a possível candidatura e Dagoberto afirmou ao TopMídiaNews que está entre os poucos votos que defenderam o lançamento da candidatura de Pedra, mesmo estando inelegível.

"Eu fui o único cara que defendeu ele, eu votei nele para ser candidato pelo PDT, mesmo estando inelegível, tendo que reverter essa questão na Justiça. Eu apostava que ele resolveria esse impasse com a Justiça e não retirei o nome dele de lista nenhuma", explica o presidente.

Segundo Dagoberto, a relação entre Pedra e o partido foi estremecendo ao longo do tempo, diante de decisões tomadas individualmente pelo vereador cassado, após ser nomeado secretário de governo pelo prefeito Alcides Bernal (PP). "Eu tentei fazer com que o partido não ficasse muito bravo com ele, mas não adiantou, porque ele mesmo, com as atitudes, conseguiu fazer isso. Ele tomou diversas decisões sem consultar o PDT, ele nunca sequer perguntou se tinha alguém no partido para indicar já que virou secretário de governo".

Questionado sobre Paulo deixar a legenda, Dagoberto afirma que acredita nisso para os próximos dias. "Ele, por estar inelegível, não possui um partido, mas acredito que assim que ele conseguir resolver essa questão judicial, deve tomar a atitude de deixar o PDT. Acredito que fatalmente ele vai deixar nosso partido nos próximos dias".

Dagoberto garante que não existe briga, pelo menos de sua parte, com o vereador cassado, que tentou convencer o PDT a caminhar ao lado de Bernal nas eleições de 2016. "Ele tentou conversar, mas o partido acredita no trabalho desenvolvido pela Rose Modesto, do PSDB, e decidimos que vamos caminhar juntos".

Diante disso, o presidente faz questão de relembrar que sempre declarou apoio ao pedetista, inclusive no momento de sua cassação. "Eu sempre deixei claro que o partido estava com ele, nunca abandonei o Pedra. Só que agora ele, infelizmente, resolveu brigar comigo, então deixa ele brigar. Eu tentei, eu ponderei, mas acabei ficando como o único que o defendia dentro do PDT".

O presidente destaca que a sigla 'cansou de eleger pessoas que abandonam o partido ao ocupar um cargo público'. "Ficou difícil para mim, o partido chegava em mim perguntando até quando íamos eleger pessoas que deixam o partido de lado ao ocupar um cargo. Tivemos problemas com o deputado Felipe Orro e com o Beto Pereira (ambos no PSDB hoje) e agora com o Paulo Pedra. O partido não vai mais tolerar, não vai mais permitir que isso aconteça. Cansamos disso".

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