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Política

Derrotada nas urnas, Mara Caseiro critica ausência de mulheres na nova Assembleia

Apesar de figurar como 13ª mais bem votada do Estado, deputada ficou na primeira suplência

09 outubro 2018 - 14h18Por Redação

A deputada estadual Mara Caseiro (PSDB) não conseguiu a reeleição ao cargo de deputada estadual em Mato Grosso do Sul e sai da disputa desapontada com a falta de representantes mulheres na Assembleia Legislativa.

"Podemos dizer que a Assembleia Legislativa não ficará representativa, não será o espelho da sociedade, uma vez que as mulheres somam 52% do eleitorado, mas nenhuma foi eleita pela população", detalhou. Quando questionada sobre o sistema proporcional de voto, Mara Caseiro lamentou não ter garantido umas das 24 cadeiras, mesmo recebendo mais votos do que 12 colegas eleitos.

Ela foi a 13ª candidata mais bem votada para o cargo, mas ficou na primeira suplência de sua coligação. Nesse processo, leva-se em consideração não apenas a votação obtida por um candidato, mas o conjunto dos votos de seu partido ou coligação.

Esse tipo de voto é utilizado no Brasil para a eleição de vereadores, deputados estaduais, federais e distritais. As vagas nas casas legislativas são preenchidas pelos candidatos mais votados da lista do partido ou coligação, até o limite das vagas obtidas, segundo o cálculo do quociente partidário e distribuição das sobras.

"Não é um sistema justo, não reflete o querer da população, mas podemos comemorar o fato de que essa regra já foi corrigida e não vai mais vigorar no próximo pleito", finalizou a parlamentar.

"Sabemos que trabalhamos, que nos dedicamos, e vamos continuar aqui até o ultimo dia de mandato, cumprindo com nosso compromisso, nossa missão. Não vamos deixar de defender as bandeiras que acreditamos, os direitos das mulheres, das crianças e jovens. Vamos continuar trabalhando até o fim", disse.

Questionada pela imprensa sobre a possibilidade de assumir uma das 24 cadeiras na próxima legislatura, a partir da nomeação de algum parlamentar eleito pela sua coligação em cargo no Governo, Mara Caseiro disse que "o futuro a Deus pertence".