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terça, 18 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Desembargador acompanha MPE e nega volta de Mario Cesar

20 outubro 2015 - 20h41Por Alessandra Carvalho

O desembargador Luiz Cláudio Bonassini seguiu o parecer do MPE (Ministério Público Estadual em Mato Grosso do Sul) e manteve afastado o vereador Mário Cesar (PMDB) da Câmara Municipal de Campo Grande.

Conforme o Tribunal de Justiça, Bonassini acatou o pedido de afastamento, formulado pelo MPE, diante de fortes indícios de que o Mário Cesar "utilizava-se da função pública para atender interesses pessoais, praticar delitos de corrupção ativa e passiva juntamente com vereadores e empresários locais, além de outros delitos".

Os autos da decisão judicial explicam que Mario Cesar é apontado como um dos coordenadores, e entre os supostos líderes de organizado para captar, de forma ilícita, os votos de vereadores para a cassação de Alcides Bernal. O caso é investigado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Mario está afastado da Casa de Leis desde o dia 25 de agosto.

Ontem, o Ministério Público Estadual em Mato Grosso do Sul (MPE/MS) deu parecer negativo em relação à volta de Mario Cesar (PMDB) ao cargo de vereador de Campo Grande, após pedido de análise feito pelo desembargador. O documento foi assinado por Marcos Alex Vera de Oliveira, do Gaeco (Grupo de Atuação Especializado no Combate ao Crime Organizado) e também pelo procurador-geral Humberto de Matos Brittes.

O advogado de Mario, Leonardo Saad, disse que este posicionamento já era esperado, pois o próprio MPE havia pedido o afastamento de seu cliente e de outros vereadores investigados na Operação Coffee Break, que investiga suposto esquema de compra de votos na Casa de Leis para a cassação do prefeito Alcides Bernal (PP), em março de 2014.