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PMCG - Prestação de contas

Em balanço final, João Rocha diz que vereadores tentaram, mas Bernal não colaborou

O presidente da Câmara afirma que os parlamentares acertaram quando cassaram o prefeito

24 DEZ 2016
Dany Nascimento
18h00min
Foto: André de Abreu

Ao encerrar as atividades parlamentares, o presidente da Câmara Municipal, vereador João Rocha (PSDB), fez um balanço da legislatura alegando que os parlamentares se despedem da Casa de Leis com a consciência de dever cumprido e enxerga um relacionamento harmônico com o prefeito eleito, Marquinhos Trad (PSD), que assume Campo Grande a partir do dia 1º de janeiro.

"Fechamos o ano com balanço bastante positivo, com a consciência de que cumprimos o nosso dever e acreditamos que, para próximo ano, passaremos a ter melhor relacionamento com Executivo. O prefeito eleito já veio cinco vezes na casa e a população espera que haja um entendimento entre aqueles que foram escolhidos por eles. Eu tenho expectativa muito positiva para próximo ano", diz o tucano.

Rocha destaca que acredita que o primeiro ano de gestão de Trad será de extrema dificuldade, mas a união entre os poderes deve ajudar a tirar a Capital do 'buraco'. "2017 será um ano de muita dificuldade, isso temos que entender e é na dificuldade que crescemos, quanto maior a dificuldade, mais necessário se faz a união, teremos isso entre prefeito, Câmara e sociedade".

O presidente fala com orgulho da decisão dos vereadores em manter o salário congelado, sem reajuste a partir de 2017. "Demos um exemplo, diminuímos nosso salário e fizemos nosso papel diminuindo do prefeito, de vice-prefeito e secretários, momento de cuidar e resgatar serviços importantes que precisam chegar à porta do cidadão que paga o imposto. Creio de temos que dar exemplo para a sociedade".

O tucano afirma que a Câmara tentou ter um bom relacionamento com o Chefe do Executivo e destaca que, ao cassar Alcides Bernal (PP), os vereadores acertaram na decisão e tudo ficou comprovado com o 'caos que ele gerou ao voltar para a prefeitura'.

"Isso é igual na família, se tem dificuldade de se relacionar, com Campo Grande não foi diferente. A Câmara buscou entendimento e precisou tomar medidas necessárias, como a cassação, teve CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), abertura do processo de cassação, estávamos prevendo o que poderia acontecer, e ai está, cidade com dificuldades. Enfrentamos crise nacional, mas poderíamos estar melhor. Entendo que se tivesse tido melhor entendimento, muita coisa poderia ser resolvida na paz e harmonia, mas prefeito que aí está só veio quando foi aberto os trabalhos legislativo", disse o presidente.

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