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Política

Estreante no Senado, Soraya já viajou 68 mil quilômetros de janeiro para cá

Senadora já foi para a China, Estados Unidos e, agora, para Israel

03 abril 2019 - 07h00Por Celso Bejarano, de Brasília

Soraya Thronicke, senadora sul-mato-grossense, do PSL, sigla do presidente Jair Bolsonaro, já se destaca como umas das senadoras que mais viajou nestes três meses de legislatura no Congresso Nacional, a casa de trabalho dos senadores e deputados federais, em Brasília.

Ela já conheceu Pequim, capital da China, viajou para Nova York, nos Estados Unidos da América e, agora, em sua terceira excursão, seguiu para Tel Aviv, cidade de Israel.

Para os EUA e Israel, Soraya viajou por apelo do staff do presidente Bolsonaro; para a China, a convite da embaixada daquele país.

As distâncias das viagens de Soraya, se somadas idas e voltas, somam 68 mil quilômetros e uma maratona de quase 100 horas dentro do avião.

Isto é, a senadora de MS, por quatro dias, ficou abordo de uma aeronave, do dia 15 de janeiro, data que seguiu para Pequim, até agora.

A conta considera o retorno dela de Tel Aviv – a comitiva de Bolsonaro seguiu para Israel no sábado (30 de março passado) à noite e volta nesta quarta (3 de abril), também à noite.

Ainda contemplando a quilometragem enfrentada pela senadora, com esta distância daria para ela ir e voltar de Campo Grande, onde mora, até Dourados, onde nasceu, por 150 vezes.

Dourados fica 225 quilômetros longe da Capital sul-mato-grossense. De carro, a viagem consume umas três horas e meia.

Soraya em Jerusalém, durante homenagem aos profissionais de Israel que ajudaram nas buscas em Brumadinho (MG) – Foto: Reprodução/Twitter

AS VIAGENS

A primeira viagem de Soraya ocorreu no dia 15 de janeiro, 15 dias antes dela assumir oficialmente o mandato de senadora.

A senadora e um grupo de parlamentares foram para Pequim (distância só de ida – 16,9 mil km (contando a ida) de distância a partir de Brasília – 40h no avião – ida e volta), com uma pequena parada em Amsterdã, Holanda.

A ida foi custeada pela embaixada chinesa e a viagem não foi tida como oficial, como parlamentar. Ela foi na condição de senadora eleita e convidada.

Lá, os parlamentares conheceram um projeto ligado à tecnologia de reconhecimento facial em locais públicos para auxiliar as forças de segurança pública no combate ao crime e captura de suspeitos ou foragidos.

No dia 6 de março, Soraya e a comitiva de Bolsonaro foram para Nova York, EUA (6.835 km só a ida – 24h no avião, considerando a viagem toda).

Nessa missão, a senadora foi a convite da ministra Damares Regina Alves (Mulher, da Família e dos Direitos Humanos).  No território americano, a senadora participou de debates sobre políticas públicas para a mulher.

Sábado passado, Soraya decolou para Tel Aviv com a comitiva de Bolsonaro (distância de ida 10.269,14 km e 34 horas dentro do avião se somada a ida e o retorno).

Em território israelita, Bolsonaro pode assinar quatro acordos de cooperação com o governo local, em áreas como defesa, serviços aéreos, saúde e ciência e tecnologia, segundo a Agência Brasil, órgão de comunicação do governo federal.

OUTROS VIAJANTES

Da bancada sul-mato-grossense já viajaram para o exterior, o deputado federal Tio Trutis (PSL), para a China e o senador Nelson Trad (PSD), que viajou para os EUA. A ministra Tereza Cristina (Agricultura), de MS, também viajou para os EUA.

Procurada pela reportagem, a assessoria de Soraya declarou que só iria se pronunciar quando a senadora voltasse ao Brasil, nesta quarta (3) à noite.