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Política

Ex-BBB é derrotado, não desce do salto, e critica 'delírio coletivo do conservadorismo'

Ilmar Renato, o Mamão, disse que falta racionalidade e debate de ideias

11 outubro 2018 - 13h30Por Thiago de Souza

Apesar dos 9.486 votos, Ilmar Renato, o Mamão, não conseguiu uma vaga para a Câmara dos Deputados nesta eleição. O ex-BBB diz que campanha se ganha é com dinheiro e critica o momento político no país, que define como ''delírio coletivo'' em favor de ideias conservadoras.

Mamão lembra que gastou R$ 64 mil na campanha, valor disponibilizado pelo Partido dos Trabalhadores e considerado muito pouco por ele.

''Tudo a gente pagou com cheque. Foi um sacrifício convencer as pessoas a receberem cheque. Não fizemos 'caixa 2', não compramos voto, tudo ficou registrado'', explica. Ele diz que atuou com 15 apoiadores, sendo que metade era para 'alimentar' as redes sociais e outra para panfletagem. ''É muito pouco'', critica.

Ilmar disse que nessas eleições sofreu uma ''derrota eleitoral'', mas uma ''vitória política''.

Mamão usou panfletagem para divulgar candidatura. (Foto: Reprodução - Facebook)

O petista citou outras dificuldades durante a campanha. Uma deles seria a perseguição ao diretório do Partido dos Trabalhadores, que sofreu diversas fiscalizações das autoridades para saber se usariam santinhos com a foto do ex-presidente Lula, o que é proibido pois está inelegível.  

''Enquanto isso as pessoas estavam comprando votos'', denuncia Mamão.  

Conservadorismo

Mamão não chama de onda conservadora a eleição de diversos políticos que adotaram o tom e o discurso de Jair Bolsonaro (PSL), mas sim de ''delírio coletivo''.

''Não adianta argumentos. Não há racionalidade. ''Não quero polemizar, mas quem é Tio Trutis? , quem é Soraya? [deputado e senadora eleitos com apoio de Bolsonaro]. O que ele já fez na perspectiva da construção da política?'', questiona Ilmar. Ele lamenta o fato da Assembleia Legislativa e do Congresso Nacional se tornarem mais conservadores.   

O petista diz que 'respira política' o tempo todo. Ele lembra sua trajetória como militante e diz que sua responsabilidade aumenta, já que passa a representar mais 9.486 pessoas. Mamão anunciou que volta a atuar como advogado voltado para causas sociais.

No segundo turno, Mamão vai se empenhar em protestos contra Bolsonaro, que ele chama de ''coiso'' e tentar mostrar aos eleitores de Mato Grosso do Sul as propostas de Fernando Haddad.