O pré-candidato Fabio Trad (PT) resgatou a memória de seu pai, o falecido Nelson Trad, e detalhou a atuação na defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã deste sábado (26), durante a convenção partidária no auditório da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande.
O político vinculou sua postura ao histórico de resistência familiar. Ele descreveu o período de encarceramento do pai, marcado por insinuações de tortura e ameaças de envio a Fernando de Noronha. Conforme o relato, Nelson Trad passou 38 dias sem banho de sol, submetido à luz artificial contínua e noites em um colchão molhado até a concessão de um habeas corpus.
O episódio serviu de base para a intervenção de Fabio Trad em 2019, momento em que se discutia a transferência de Lula para o presídio de Tremembé. O pré-candidato apontou a intenção de humilhar o presidente, indicando planos para raspar o cabelo do líder petista, uniformizá-lo como preso comum e enviar fotografias às agências internacionais. “Foi essa a coragem que sobrou a ele e que inspirou a mim”, afirmou Trad.
Para barrar a medida, o então deputado integrou um grupo com cerca de 19 parlamentares, mencionando nomes como Jandira Feghali e Luiza Erundina. A comitiva marchou da Câmara dos Deputados até o Supremo para realizar a sustentação oral da defesa. A decisão do ministro-presidente que concedeu a ordem a Lula foi equiparada à emoção sentida ao saber da libertação de seu pai.
O público também acompanhou a exibição de um áudio gravado por Nelson Trad. O registro destacou o histórico de dedicação estudantil do filho, citando a primeira aprovação no vestibular no Rio de Janeiro. A mensagem enalteceu o perfil gestor de Fabio ao longo de três anos de mandato na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), expressando admiração pelas publicações jurídicas e profunda gratidão paterna.








