A gestão Adriane Lopes (PP) enfrenta um princípio de motim dentro da própria base aliada nesta terça-feira (3), em Campo Grande. O vereador Professor Riverton, filiado ao mesmo partido da prefeita, utilizou a tribuna da Câmara Municipal para ameaçar romper com o Executivo e migrar para a oposição. O estopim é o temor de que a Semed (Secretaria Municipal de Educação) inicie uma caça às bruxas contra os assistentes de educação infantil que lotam o plenário em protesto por dignidade salarial e melhores condições de trabalho.
Sem rodeios, Riverton condicionou sua fidelidade partidária à conduta democrática da prefeitura, lançando um aviso direto: "que a Secretaria de Educação não faça retaliação por elas estarem aqui hoje. Se tiver retaliação, a oposição está declarada. Estou do lado da oposição, sendo do partido da prefeita".
O vereador endossou as denúncias da categoria, admitindo que a prefeitura errou ao lançar um processo seletivo com a nomenclatura de "monitor", ignorando a função técnica de "assistente". "Uma Emei (Escola Municipal de Ensino Infantil) não roda sem as assistentes de educação infantil", disparou.
Riverton listou as dificuldades da categoria: superlotação nas salas de aula, recusa em aceitar atestados de acompanhamento, descumprindo a lei, e a necessidade de os servidores terem que brigar anualmente por reajustes que deveriam ser automáticos.







