Em 2017, tanto os servidores estaduais, quanto os municipais, irão ficar sem reajuste salarial ou a reposição inflacionária. A crise econômica, o limite prudencial com pessoal e queda na arrecadação são os motivos tanto da Prefeitura de Campo Grande, quanto Governo de Mato Grosso do Sul para não dar aumento este ano.
O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), anunciou aos sindicatos das categorias de servidores do Estado que não será dado reajuste esse ano. No balanço financeiro do primeiro quadrimestre mostra que o governo atingiu o limite prudencial com o funcionalismo público.
A queda da arrecadação do ICMS do gás boliviano bombeado pela Petrobras é um dos motivos dados por Azambuja. Ele lembrou da possibilidade de Mato Grosso do Sul receber um comunicado da Petrobras, informando que a MS Gás pode reduzir pela metade o bombeamento de gás natural da Bolívia que passa por MS. Com isso, a redução do ICMS cai drasticamente. ''Isso é muito preocupante, por isso, nesse momento, é quase impossível dar reajuste porque o governo está no limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal”, destacou.
A prefeitura de Campo Grande também não dará reajuste salarial aos servidores, mas como compensação a administração municipal estuda incorporar aos salários as gratificações recebidas. De acordo o secretário de finanças do município, Pedro Pedrossian Neto, a incorporação daria aos servidores aumento real nos vencimentos, mesmo sem o reajuste.
No Estado, o governo prorrogou por mais um ano o abono aos servidores estaduais entre R$ 100 e R$ 250. O impacto anual da gratificação é de R$ 150 milhões aos cofres da administração. Entretanto, o Poder Executivo ainda não estuda incorporar o valor no salário dos servidores.
Os professores da rede Estadual de Ensino deveriam ter recebido em janeiro reajuste de 7,64%, conforme o Ministério da Educação, seguindo o piso nacional da educação. Entretanto, o governo afirmou que não era possível dar esse reajuste. Em Campo Grande, a prefeitura concedeu o reajuste de 7,64% aos professores da rede municipal, mas afirmou que não será possível dar o reajuste não dado nos últimos três anos.
Devido mais um ano sem reajuste, o Fórum de Servidores de Mato Grosso do Sul cogita realização de greve. Os sindicatos realizaram assembleias gerais com as respectivas categorias para avaliar a situação e as próximas ações. Na última terça-feira, professores da rede estadual cruzaram os braços e fizeram um protesto na frente da Governadoria.








