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Política

há 4 semanas

'Inspirado' em Tabosa, presidente de sindicato chama servidores de 'tapados' (vídeo)

A falta de 'decoro' que o cargo exige tem gerado reações negativas contra o profissional

Um novo episódio de ofensas aos servidores públicos veio à tona nesta quarta-feira (14), após a divulgação de declarações do presidente do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG), Marcos Tabosa, que chamou parte da categoria de “idiotas”.  Como se inspirado pelo amigo, o presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais), William Freitas, usou termos semelhantes para atacar a categoria que representa.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, William Freitas, ao falar sobre a tramitação do projeto que trata da taxação do chamado pró-funcionário, contribuição previdenciária para garantir o benefício na aposentadoria, disparou contra parte dos trabalhadores administrativos da Educação que se posicionam contra o desconto.

“Tem um pessoal de vocês mesmo, administrativo, que eu não consigo entender. Eu acho que eles têm um problema sério, ou são tapados, ou são idiotas. Eles não aceitam isso daí”, afirmou.

Na gravação, o presidente do Sisem diz ainda que há um grupo de servidores indo à Câmara para pedir que o projeto não seja votado, o que segundo ele, estaria prejudicando a categoria.

“Para vocês poderem levar para a aposentadoria tem que ser taxado. Não adianta, senão vocês não vão levar. […] Nós vamos bater em cima pra votar esse projeto. Nós vamos conseguir taxar esse profissional”, declarou acrescentando que o sindicato está pressionando os vereadores.

As falas repercutiram negativamente entre os servidores, principalmente porque ocorrem poucos dias depois de declarações do presidente do IMPCG, Marcos Tabosa, em áudio que também circulou entre trabalhadores da Educação.

No material, Tabosa critica servidores que questionaram acordos firmados entre sindicato, prefeitura e categoria no debate sobre o Bolsa Alimentação e usa termos pejorativos para se referir a eles.

“Esses tansos que estão liderando a categoria agora foram lá e mudaram tudo. […] Eles estão prejudicando vocês. Categoria dividida não prospera”, afirmou.

Ele ainda disse que os próprios servidores estariam atrapalhando os avanços conquistados em assembleia e relatou pressão sobre a prefeitura por parte de trabalhadores que discordam do formato do acordo.

“Tem um monte de gente que manda e-mail, que liga, que liga para vereador, vereador liga para lá”, disse.

Carta aberta denuncia ofensas

As declarações de Tabosa levaram servidores administrativos da Educação a divulgar uma carta aberta à prefeita Adriane Lopes (PP), na qual afirmam estar “perplexos e indignados” com o tratamento dispensado à categoria.

No documento, os trabalhadores afirmam que o uso do termo “tansos” é ofensivo e incompatível com o cargo ocupado pelo presidente do IMPCG.

“Trata-se de uma expressão ofensiva, incompatível com o decoro esperado de um gestor público e que fere frontalmente a dignidade de profissionais que sustentam, com seu trabalho cotidiano, o funcionamento da educação municipal”, diz o texto.

A carta também alerta que as falas podem estimular intimidação e perseguições dentro do serviço público e cobra um posicionamento da prefeita. “A administração municipal compactua com esse tipo de linguagem e de comportamento?”, questionam.

Para os servidores, o episódio envolvendo William Freitas reforça um padrão de desrespeito que já havia sido denunciado no caso de Tabosa, agora vindo também do sindicato que deveria representá-los.

“Fantoche” e pressão por taxação

À reportagem, um servidor administrativo da Educação, que pediu anonimato por medo de represálias, afirmou que a situação da categoria piorou após Tabosa assumir o comando do IMPCG.

“Ele se diz presidente licenciado do sindicato, mas está claro que o presidente interino não passa de um fantoche. Ele está no IMPCG, mas não para de atuar como presidente do sindicato, tentando criar taxação em cima dos servidores”, afirmou.

Segundo ele, os trabalhadores não são contra a contribuição previdenciária em si, mas exigem contrapartidas. “Algo que tecnicamente não somos contra, desde que haja valorização real dos servidores do administrativo da educação, mas isso não está acontecendo.”

A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande e o IMPCG para comentar as declarações de Marcos Tabosa e William Freitas, mas até o fechamento desta matéria não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

 

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