A apreciação do veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto que limita o reajuste do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) teve início na manhã desta terça-feira (10), na Câmara Municipal de Campo Grande.
A vereadora Luiza Ribeiro (PT) conversou com a reportagem logo no começo dos trabalhos legislativos. De acordo com a parlamentar, uma reunião realizada cedo definiu o clima na Casa de Leis. Ela afirma que o objetivo dos vereadores é corrigir situações consideradas ilegais na administração municipal.
Ribeiro destacou especificamente a utilização de um critério técnico denominado C2026. Segundo a legisladora, o uso desse mecanismo para majorar a taxa de lixo e o imposto predial foi feito de forma irregular. A defesa da vereadora é pela aplicação estrita do índice de 5,32%, conforme previsto na legislação vigente.
"Então, o que está na lei é o que nós queremos que seja aplicado, 5,32% para o reajuste do IPTU, 5,32% para o reajuste da taxa de lixo. Tudo que for a mais é ilegal porque não foi aprovado por lei na Câmara dos Vereadores", afirmou Luiza Ribeiro (PT).
A parlamentar avalia que o veto do Executivo deverá ser rejeitado pelos demais vereadores. Para ela, a prefeita se encontra em desacordo com as normas legais e com a vontade da população.
"A tendência da Câmara, na minha opinião, é a derrubada do veto, por quê? Porque a prefeita está em dissintonia com a norma, com a Constituição, com a vontade popular e com a expressão da Câmara dos Vereadores", explicou.
Apesar da projeção positiva da parlamentar quanto ao resultado, a votação na Câmara segue em andamento nesta manhã. Ao projetar o desfecho, Luiza Ribeiro garantiu que a população sairá vitoriosa e mencionou a atuação do Poder Judiciário na questão. "Nós vamos derrubar o veto e o Tribunal de Justiça vai fazer a justiça com o IPTU", concluiu.








