A falta de balança própria para a pesagem de matéria-prima da indústria de asfalto que serve à prefeitura de Campo Grande gerou questionamentos do vereador Maicon Nogueira (PP). Ela expõs a falta de controle dos materiais e a fiscalização dos recursos públicos aplicados na fábrica, que pertence ao Consórcio Central MS.
Durante fiscalização, o parlamentar identificou que balança que pesa mateirais da usina é de empresa privada. O detalhe é que não há contrato entre a usina e tal firma, o que leva a incertezas no controle e risco da atividade. Os registros também seriam feitos por meio de tickets emitidos manualmente.
Durante a visita, Maicon conversou com funcionários e responsáveis pelo local para entender como são realizados os procedimentos de pesagem e o registro das informações.
''A gente precisa ter controle sobre o que é produzido, o que é feito e o que é pago. Precisamos saber se estamos pagando exatamente pelo que foi produzido ou se foi produzido menos e pago mais'', refletiu o vereador.
Um dos primeiros parlamentares a assinar o pedido de abertura da CPI do Tapa-Buraco, Maicon defende que a comissão investigue não apenas os contratos e os valores desembolsados pela Prefeitura, mas também os mecanismos utilizados para comprovar a execução dos serviços.
A CPI poderá solicitar documentos, tickets de pesagem, imagens e outros registros para confrontar as quantidades de material fornecidas com os serviços realizados e os pagamentos efetuados.
''A CPI abre essa possibilidade de pedir extratos, imagens e documentos para saber se a gente está produzindo e pagando exatamente o que foi produzido. Tudo isso é importante'', refeltiu o parlamentar.








