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Política

há 39 minutos

Marcio Fernandes atribui denúncia com apreensão de dinheiro a "fogo amigo" do PL (vídeo)

Candidato a deputado estadual teve R$ 100 mil e telefone celular recolhidos durante a Operação Jogo Limpo em Campo Grande

O candidato a deputado estadual Marcio Fernandes (PL) atribuiu a disputas internas, classificadas como "fogo amigo", a ação policial que apreendeu R$ 100 mil e o telefone celular dele nesta sexta-feira (25), em Campo Grande.

Em publicação de vídeo nas redes sociais, o parlamentar apresentou sua versão aos eleitores e afirmou estar tranquilo em relação ao inquérito. Com um histórico de cinco mandatos legislativos e 20 anos de vida pública, ele justificou a investigação como reflexo de sua posição nas intenções de voto. "Isso parece muito mais fogo amigo, porque tem pesquisa já indicando que nós estamos liderando a coligação do PL para deputado estadual", declarou.

O comitê do político foi alvo da Operação Jogo Limpo. Segundo informações da PF (Polícia Federal), as equipes cumpriram dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado. A apuração foca em suspeitas de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral para analisar se as movimentações financeiras possuem vínculo com financiamento irregular e aliciamento de eleitores na campanha de 2026. A quantia em espécie recolhida será contabilizada para verificar a procedência exata e a destinação dos valores.

Fernandes detalhou o momento da abordagem. O candidato relatou que foi parado por um agente na porta de um banco, perto das 11 horas, logo após deixar a agência. Ele havia acabado de realizar um saque provisionado na semana anterior. "Fui abordado pelo agente da polícia eleitoral, pedindo para que eu acompanhasse ele tanto no comitê quanto na minha residência", descreveu.

O político sustentou que o dinheiro retirado da conta pessoal tem origem na venda de gado realizada na segunda-feira. O montante seria usado para cobrir despesas operacionais em propriedades rurais. De acordo com o relato, prestadores de serviço do campo, como construtores de cercas e mangueiros, preferem receber em espécie e não utilizam conta bancária ou PIX. "Eu tenho o costume de usar R$ 50 mil, R$ 100 mil", explicou.

Durante as vistorias no apartamento e no comitê de campanha, Fernandes garantiu que os policiais não encontraram materiais ilícitos. O candidato pontuou que os locais vasculhados não abrigavam armas ou dinheiro irregular. A única apreensão efetivada nos imóveis foi a do próprio aparelho telefônico, levado pela equipe para passar por perícia investigativa.

 

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